DGES Colocados 2026: 10.400 Estudantes Fora — Quais são as Quatro Saídas para Este Ano?

Estudante portuguesa verifica resultados DGES 2026 de acesso ao ensino superior numa portátil em casa
Miguel Miguel GomesApoio Escolar
7 min de leitura 23 de agosto de 2026

Na madrugada de 23 de agosto de 2026, a DGES publicou os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNA): 49.991 estudantes ficaram colocados num concurso que bateu recordes de candidatura. Mas 60.391 jovens tinham concorrido — o que significa que mais de 10.000 acordaram com a notícia que mais temiam. Se estás nesse grupo, ou se entraste mas não no curso que querias, a pergunta que domina as próximas horas é simples: o que posso fazer agora?

O que dizem os dados do CNA 2026?

Este foi o concurso com mais candidatos desde 1996 (excluindo os anos pandémicos): um aumento de 21,8% face a 2025, com 60.391 inscrições para 56.217 vagas disponíveis no ensino superior público. Das vagas oferecidas, foram preenchidas 88,9%.

Dos 49.991 colocados na 1.ª fase, 26.819 — ou seja, 53,6% — entraram na sua 1.ª opção. Outros 9.643 (19,3%) ficaram colocados na 2.ª opção, e no total 84,5% dos estudantes colocados ficaram numa das suas três primeiras escolhas. Os números parecem encorajadores — mas escondem uma realidade importante: quase 1 em cada 6 candidatos não obteve qualquer colocação.

Para esses 10.400 jovens, e para os que entraram mas recusam a colocação por não corresponder às suas expectativas, o sistema ainda oferece alternativas — com prazos muito curtos.

A pergunta que todos estão a fazer: ainda entro este ano?

A resposta depende do teu perfil de nota, do curso que pretendes e da disponibilidade de vagas na 2.ª fase. Mas existem, neste momento, pelo menos quatro caminhos possíveis que valem a pena conhecer antes de tomares qualquer decisão.

1.ª opção — Candidatar-te à 2.ª fase do CNA 2026: O período de candidatura decorre de 24 de agosto a 20 de setembro, com resultados a 30 de setembro. Estão disponíveis 11.513 vagas — 42,3% menos do que na 1.ª fase — com 52,4% delas concentradas em instituições do interior do país. Esta opção é viável se estiveres disposto a considerar cursos ou instituições alternativas com notas de entrada mais acessíveis.

2.ª opção — Aceitar a colocação atual e pedir transferência no ano seguinte: Se ficaste colocado numa opção que não é a tua preferência, podes matricular-te (prazo: 27 de agosto de 2026) e candidatar-te a transferência ou mudança de curso no início do próximo ano letivo, desde que a tua média curricular cumpra os requisitos da instituição de destino. É uma estratégia válida sobretudo para quem pretende cursos da mesma área científica.

3.ª opção — Acesso a instituições de ensino superior privado: As universidades e politécnicos privados têm calendários e critérios próprios, e muitos ainda têm vagas abertas para setembro de 2026. As propinas variam entre €4.000 e €10.000 anuais, mas a nota de acesso é geralmente inferior à exigida no concurso público, e a qualidade de muitos cursos é reconhecida pelo mercado de trabalho.

4.ª opção — Retomar os exames em 2027 com preparação especializada: Para quem tem como objetivo um curso muito específico — Medicina, Direito nas faculdades públicas de maior prestígio, Engenharia Informática ou outro curso de alta procura — o investimento nos próximos 10 meses pode ser a diferença entre entrar em 2027 com a nota certa ou repetir a frustração de 2026.

Que papel tem um explicador nesta decisão?

Na fórmula de classificação final do CNA, a nota resulta da ponderação entre a classificação interna do secundário (60%) e as provas específicas de acesso (40%). Para a maioria dos candidatos que ficaram abaixo da nota mínima, a margem de melhoria está precisamente nessa segunda componente — os exames nacionais.

Um explicador especializado em provas de acesso ao ensino superior não funciona como uma aula de revisões genéricas. O seu valor está em três competências muito concretas: identificar os tópicos com maior peso nos exames dos últimos anos, corrigir os padrões de erro que custam mais pontos, e trabalhar a gestão de tempo dentro das condições reais de prova. A diferença entre uma nota de 14 e uma de 16 pode equivaler a 20 a 40 pontos brutos numa prova de 200 — uma margem perfeitamente recuperável com orientação adequada.

Para cursos nas áreas das ciências e saúde, as provas específicas habituais são Biologia e Geologia e Química, ou Matemática — disciplinas com um nível de exigência técnica elevado e em que a preparação dirigida tem resultados mensuráveis.

Segundo dados sobre o processo de acesso publicados pela DGES em dges.gov.pt, as notas mínimas de colocação estão disponíveis por curso e instituição — o que permite a qualquer candidato calcular, com precisão, quantos pontos precisa de recuperar.

Para famílias que ainda estão a ponderar entre ajudar o filho a aceitar uma colocação alternativa ou investir numa nova tentativa, pode ser útil consultar este guia sobre como apoiar jovens na escolha do curso superior.

O caso da Ana: 1,4 valores entre Medicina e o plano B

Considera o caso da Ana, 18 anos, de Setúbal. Candidatou-se pela primeira vez a Medicina em 2026 e obteve uma classificação final de candidatura de 14,8 valores. A nota mínima de acesso na faculdade que escolheu foi de 16,2 na edição anterior (referência DGES 2025). A diferença: 1,4 valores.

Ana não ficou colocada na 1.ª fase do CNA 2026. A 2.ª fase oferece vagas em Medicina, mas em instituições com notas mínimas que continuam acima do seu perfil atual. Tem, portanto, três caminhos com custos e horizontes temporais muito diferentes:

Caminho A — Ensino privado imediato: Ana pode ingressar numa licenciatura de Ciências Biomédicas num instituto privado, com nota de entrada a partir de 12 valores, a um custo estimado de €6.500 a €9.000 por ano. Passado o 1.º ano, pode candidatar-se a transferência interna para Medicina, mas apenas se a média curricular for superior a 14 valores — o que não é garantido.

Caminho B — 2.ª fase com plano de contingência: Concorre a Ciências Farmacêuticas ou Biotecnologia numa universidade pública do interior (notas mínimas entre 13,0 e 14,5 nos últimos anos), matrícula-se, e candidata-se a mudança de curso para Medicina após o 1.º ano. Custo: propinas públicas (~€697/ano) mais deslocação e alojamento, estimados em €5.000 a €8.000 anuais.

Caminho C — Ano de preparação especializada para 2027: Ana decide não se matricular este ano e foca-se em recuperar os 1,4 valores em falta. Com 2 sessões semanais de 90 minutos em Biologia e Química com um explicador especializado em exames nacionais, o custo estimado é de €130 a €200 por mês, ou €1.300 a €2.000 ao longo de 10 meses.

A vantagem decisiva do Caminho C não é o custo — é o diagnóstico: um explicador experiente analisa as respostas da Ana nos exames de 2026 e identifica exatamente onde perdeu pontos. Se 60% dos erros foram em Genética e Evolução, esse é o foco do plano de estudo. Essa concentração numa área específica é o que distingue uma recuperação de 1,4 valores (realista, com método) de uma preparação difusa que não muda o resultado.

O cálculo concreto: se Ana melhorar 20 pontos brutos em cada uma das duas provas específicas (de 200 possíveis), a sua classificação de acesso sobe aproximadamente 1,6 valores na nota final de candidatura — suficiente para entrar em Medicina. Vinte pontos por prova equivalem a acertar mais 2 a 3 perguntas de resposta aberta ou 4 a 5 perguntas de escolha múltipla do que fez em 2026.

O que fazer nas próximas 48 horas?

Os prazos são curtos. Aqui está a sequência de decisões que qualquer candidato não colocado (ou mal colocado) precisa de considerar antes do fim de semana:

Até 27 de agosto: Se ficaste colocado mas não na tua preferência, completa a matrícula na instituição. Não o fazer significa perder o lugar — e, com ele, a possibilidade de transferência no ano seguinte.

Até 20 de setembro: Consulta a lista atualizada de vagas disponíveis para a 2.ª fase em dges.gov.pt e verifica se o teu perfil de nota é compatível com cursos que genuinamente te interessam. Candidatar-te apenas para "ter um lugar" pode criar problemas no ano seguinte se a mudança de curso for difícil.

Agora, se a decisão é 2027: O melhor momento para começar a preparação especializada é setembro — não janeiro. Os primeiros meses permitem consolidar as bases e perceber onde estão as lacunas antes da intensificação próxima dos exames de junho.

Na ExpertZoom podes encontrar explicadores especializados em provas de acesso ao ensino superior, com experiência nos exames nacionais de Biologia, Química, Matemática e Português. Um acompanhamento personalizado começa com a análise das tuas respostas em 2026 e um plano adaptado ao tempo disponível até ao verão de 2027.

Nota informativa: Este artigo tem carácter jornalístico e informativo. Para decisões sobre candidatura ao ensino superior, consulta sempre a informação oficial em dges.gov.pt e, se necessário, o serviço de apoio ao candidato das instituições de ensino.

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