Leonor escolhe Ciências Políticas: como ajudar o seu filho a escolher o curso universitário certo em 2026

Princesa Leonor das Astúrias durante visita de Estado a Lisboa em 2025

Photo : Agência Lusa / Wikimedia

Miguel Miguel GomesApoio Escolar
4 min de leitura 28 de abril de 2026

A Casa Real de Espanha anunciou esta segunda-feira, 27 de abril de 2026, que a Princesa Leonor das Astúrias vai estudar Ciências Políticas na Universidade Carlos III de Madrid — uma das universidades públicas mais prestigiadas de Espanha — a partir do próximo outono, após concluir três anos de formação militar. A notícia dominou os títulos de toda a imprensa ibérica e gerou uma pergunta que muitos pais portugueses se fizeram: como ajudar um filho a escolher o curso certo nesta fase da vida?

A escolha de Leonor: o que está por trás desta decisão

Segundo fontes da Casa Real, a candidatura de Leonor foi avaliada como a de qualquer outro estudante, tendo em conta o seu percurso académico — incluindo o Baccalauréat Internacional no UWC Atlantic College, no País de Gales — e a sua formação militar na Academia Geral do Ar. O curso de Ciências Políticas na Carlos III abrange disciplinas como Humanidades, Direito, Economia, Sociologia, História e Relações Internacionais.

A escolha tem uma lógica clara para quem está a formar-se para funções de Estado: um curso amplo, multidisciplinar, orientado para o exercício de responsabilidades públicas. Mas o raciocínio que está por trás desta decisão — avaliar a vocação, as competências já adquiridas e o percurso profissional desejado — é exactamente o mesmo que qualquer estudante português deveria seguir ao escolher um curso superior.

O problema real da escolha do curso em Portugal

Em Portugal, o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior abre candidaturas anualmente e é gerido pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). O processo é tecnicamente objetivo — notas de acesso, fator de classificação, preferências do candidato —, mas a decisão que está por trás da candidatura é frequentemente mal preparada.

A DGES regista anualmente um número significativo de transferências de curso e abandonos nos primeiros anos do ensino superior. As razões mais comuns apontadas pelos próprios estudantes são a falta de identificação com a área escolhida, expectativas desalinhadas com o mercado de trabalho e uma escolha feita sob pressão, sem reflexão prévia suficiente.

O que falhou nestes casos não foi a inteligência dos estudantes — foi o processo de decisão que precedeu a candidatura.

Os cinco erros mais comuns na escolha do curso

1. Escolher pelo prestígio, não pela vocação. Medicina, Direito e Engenharia continuam a dominar as candidaturas de topo em Portugal, mas não são os cursos certos para todos. O prestígio de uma área não garante satisfação profissional.

2. Ignorar as saídas profissionais reais. O mercado de trabalho em 2026 é diferente do de 2016. Algumas áreas que pareciam saturadas estão agora em expansão; outras, aparentemente sólidas, enfrentam disrupção tecnológica. Investigar a empregabilidade real dos cursos é um passo que muitos candidatos saltam.

3. Confundir gosto pela disciplina com aptidão para a profissão. Gostar de Biologia no secundário é diferente de querer trabalhar como investigador ou médico durante 40 anos. O curso é apenas o início de um percurso.

4. Deixar a decisão para o último momento. A candidatura ao ensino superior é feita em meados do ano — mas o processo de reflexão devia ter começado muito antes. Um tutor especializado pode fazer a diferença meses antes das provas de acesso.

5. Não considerar percursos alternativos. O ensino politécnico, os cursos de especialização tecnológica (CET), o ensino superior internacional — incluindo em Espanha, onde as propinas são muitas vezes mais baixas do que em Portugal — são opções que ficam frequentemente por explorar.

O papel de um explicador ou orientador vocacional

O caso de Leonor mostra algo que poucos jovens têm acesso: um processo de decisão informado, acompanhado e refletido. Na prática, isso traduz-se em conversas com profissionais de diferentes áreas, testes de orientação vocacional, análise do percurso académico anterior e uma avaliação honesta das motivações pessoais.

Um explicador especializado ou orientador vocacional — como os disponíveis na Expert Zoom — pode ajudar a estruturar este processo. Não se trata apenas de apoio em disciplinas do secundário para garantir as notas necessárias. Trata-se também de preparar o estudante para a decisão mais importante da sua vida académica:

  • Identificar padrões de interesse e aptidão que o próprio estudante não reconhece
  • Comparar cursos e universidades com base em dados atualizados de empregabilidade
  • Treinar para entrevistas de admissão em universidades internacionais
  • Gerir a ansiedade associada ao processo de candidatura

Para famílias que estão a pensar neste processo, consulte também o guia sobre explicações em Portugal e como escolher o formato certo — presencial, online ou centros de estudo.

O que aprender com a escolha de Leonor

A herdeira da Coroa espanhola vai começar o seu curso de Ciências Políticas com 20 anos, depois de ter completado o ensino secundário em Inglaterra e três anos de academia militar. O seu percurso — diversificado, internacional, complementado por formação prática — é cada vez mais o modelo que o mercado de trabalho valoriza.

Para os estudantes portugueses que se preparam para entrar no ensino superior em 2026, a mensagem é a mesma: o curso importa, mas o percurso que o antecede e que o complementa importa tanto ou mais. Uma escolha informada, feita com o apoio certo, pode evitar anos de insatisfação académica e profissional.

Na Expert Zoom, encontra professores e orientadores vocacionais disponíveis para apoiar o seu filho — ou a si mesmo — neste processo de decisão.

Nota: Este artigo tem carácter informativo. Para orientação vocacional personalizada, consulte sempre um profissional qualificado.

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