A Academia da Força Aérea abriu oficialmente o concurso de admissão para o ano letivo 2026/2027, com candidaturas a decorrer até cinco dias úteis após a publicação das pautas dos exames finais nacionais de primeira fase. O Aviso de Abertura nº 3329-B/2026/2 da AFA, com sede em Granja do Marquês (Pero Pinheiro), define seis especialidades possíveis e abre uma das vias mais competitivas para jovens portugueses entrarem no ensino superior público com carreira garantida.
Seis especialidades para escolher antes do prazo
O concurso AFA 2026 está aberto para seis áreas distintas, cada uma com provas específicas e médias de entrada diferenciadas:
- Piloto Aviador — a especialidade mais procurada e a mais seletiva, com exigências físicas e de visão acima da média
- Engenharia Aeronáutica — formação dual em manutenção e engenharia de aeronaves
- Engenharia de Aeródromos — gestão de infraestruturas, pistas e sistemas de apoio à navegação
- Engenharia Eletrotécnica — sistemas avioélectrónicos, radares, comunicações
- Administração Aeronáutica — gestão financeira e logística militar
- Medicina — programa em parceria com universidades civis, com obrigação de serviço pós-licenciatura
A idade limite é 21 anos à data da candidatura e exige conclusão do 12º ano com exames nacionais correspondentes à especialidade pretendida. A inscrição faz-se online no portal do Centro de Recrutamento da Força Aérea (CRFA) e implica posteriormente avaliações médicas, psicológicas e físicas. O calendário completo e os requisitos por especialidade estão publicados no portal oficial da Academia da Força Aérea.
A preparação que faz a diferença: provas escritas e médias de acesso
O processo de admissão à AFA combina três componentes que muitos candidatos subestimam:
- Médias de exames nacionais — Matemática A e Física e Química são exigidas para todas as especialidades técnicas; Biologia para Medicina
- Provas de aptidão militar — testes físicos com mínimos definidos por género e idade
- Provas psicotécnicas e entrevistas — avaliam aptidão para vida militar e liderança
A média mínima histórica para entrada como Piloto Aviador ronda os 17 valores na fase de exames, com candidatos selecionados frequentemente acima de 18. Para Engenharia Aeronáutica, a média costuma fixar-se entre 16 e 17. Apenas Medicina exige notas próximas das 18,5, em linha com o curso civil.
Apoio escolar especializado: investimento que se paga
A diferença entre entrar e ficar de fora costuma decidir-se por décimas. Os candidatos que recorrem a apoio escolar estruturado nos meses antes dos exames nacionais apresentam taxas de sucesso significativamente superiores, sobretudo em Matemática A e Física e Química — disciplinas cujos exames têm historicamente médias nacionais entre 9 e 11 valores.
Áreas que justificam preparação dedicada:
- Revisão sistemática do programa de 11º e 12º anos com foco nos itens mais cotados dos últimos cinco exames
- Resolução de exames antigos sob tempo real — o IAVE disponibiliza todos os exames desde 2006
- Treino para provas psicotécnicas específicas das Forças Armadas, com testes de raciocínio espacial, lógica e atenção
- Preparação física orientada para os mínimos exigidos: corrida de 12 minutos, abdominais, flexões, salto em comprimento
Para Piloto Aviador, há ainda exigências adicionais de avaliação oftalmológica (acuidade visual sem correção e visão das cores) e de avaliação otorrinolaringológica (audiometria, função vestibular) que rejeitam candidatos com problemas que muitos nem sabiam ter. Vale a pena fazer um rastreio prévio antes de avançar com a candidatura.
Direitos e deveres: o que significa entrar na AFA
A entrada na AFA não é apenas matrícula numa licenciatura. Implica:
- Vínculo aos Quadros Permanentes da Força Aérea durante o curso e período mínimo de serviço após a licenciatura (normalmente 8 a 12 anos consoante especialidade)
- Vencimento mensal desde o primeiro ano (em 2025, cerca de 600 euros mensais para cadete em regime de internato, com alojamento e alimentação incluídos)
- Acesso a formação contínua paga pela Força Aérea, incluindo programas no estrangeiro e mestrados
- Limitações de mobilidade — colocação definida pela hierarquia militar nos primeiros anos de carreira
O candidato que conclua a licenciatura e abandone o serviço antes do período mínimo terá de reembolsar parte do custo da formação, valor que pode ultrapassar os 80.000 euros consoante a especialidade. É uma decisão de carreira de longo prazo, não apenas um percurso académico.
Calendário 2026: as datas que não pode falhar
Para quem pretende candidatar-se este ano, os marcos críticos são:
- Junho/Julho: realização dos exames nacionais da primeira fase (calendário do IAVE)
- Final de Julho: prazo de candidatura à AFA, cinco dias úteis após pautas
- Agosto a Setembro: provas militares (físicas, médicas, psicotécnicas) em Granja do Marquês
- Setembro/Outubro: publicação da seriação final e colocações
- Outubro: início do ano letivo na AFA
A candidatura à fase de exames nacionais deve ser feita no portal IAVE com antecedência. Quem não fizer a primeira fase fica de fora da AFA. Para quem prepara várias candidaturas militares ou docentes, vale comparar com o calendário do Concurso público de professores 2026 — datas próximas exigem planeamento.
Procurar apoio escolar especializado faz diferença
A preparação para entrar na Academia da Força Aérea exige meses de trabalho focado em disciplinas exigentes, treino físico e organização da candidatura. Procurar um explicador ou centro de explicações com experiência em preparação para exames nacionais de Matemática A, Física e Química, e Biologia pode ser o investimento mais rentável da preparação.
A ExpertZoom liga-o a profissionais de apoio escolar verificados em Portugal, com aulas individuais ou em pequenos grupos, presenciais ou online, ajustadas ao calendário escolar e ao seu nível atual. Quem se prepara cedo entra; quem deixa para os últimos meses arrisca-se a ficar de fora por décimas.

Miguel Gomes