Jessica Athayde aos 40 Anos: Voltar a Estudar e o Impacto na Saúde Mental
Em abril de 2026, Jessica Athayde surpreendeu Portugal ao anunciar que voltou a estudar — aos 40 anos, a atriz inscreveu-se no IADE, Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, em Lisboa. "Voltei a estudar. Comecei a usar óculos, aparelho dentário e regressei à faculdade", disse a atriz, resumindo com humor a nova fase da sua vida. A notícia gerou uma onda de empatia e identificação entre muitas portuguesas que, a meio da vida, sentem vontade de reinventar a carreira mas não sabem por onde começar — e que pagam um preço silencioso em termos de saúde mental.
O Regresso à Escola Depois dos 40: Mais Comum do Que Parece
O caso de Jessica Athayde não é isolado. Em Portugal, o número de adultos com mais de 35 anos a frequentar o ensino superior tem crescido de forma consistente. Segundo dados do DGEEC — Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, em 2023-2024, mais de 18% dos estudantes universitários tinham mais de 30 anos, refletindo uma tendência de aprendizagem ao longo da vida que se acentuou após a pandemia.
Para muitos destes adultos, a decisão de voltar a estudar não é apenas académica — é profundamente emocional. Confrontar-se com o sistema de ensino depois de anos de vida profissional e familiar intensa exige uma resiliência particular. E os desafios são reais: gestão do tempo, pressão financeira, sentimento de inadequação e, muitas vezes, o impacto no equilíbrio familiar.
Saúde Mental no Centro da Decisão
Jessica Athayde tem sido, ao longo dos últimos anos, uma voz pública sobre vulnerabilidade e bem-estar. A atriz partilhou abertamente a experiência de uma perda gestacional antes do casamento com Diogo Amaral — um momento de profunda dor que revelou ao público com coragem e transparência. Esta capacidade de falar sobre temas difíceis tem alimentado a ligação que os seus seguidores sentem com ela.
A decisão de voltar a estudar surge neste contexto de reinvenção pessoal. Para psicólogos e especialistas em saúde mental, este tipo de decisão pode ter efeitos muito positivos: estimula a neuroplasticidade, combate a sensação de estagnação e reforça a identidade pessoal num período da vida em que muitas mulheres se sentem "invisíveis" socialmente.
No entanto, os mesmos especialistas alertam: a transição não é isenta de riscos. A síndrome do impostor — a sensação de "não ser suficientemente boa" para aquele ambiente — afeta de forma desproporcional os adultos que regressam ao ensino. Quando esta pressão se acumula com responsabilidades familiares, laborais e financeiras, o risco de burnout ou de episódios de ansiedade aumenta significativamente.
Quando Procurar Ajuda Profissional
A questão central não é se se deve mudar de vida — é como fazê-lo com apoio adequado. Há sinais de que a saúde mental pode estar a ressentir-se da transição:
- Perturbações persistentes do sono (insónia ou hipersónia);
- Sensação constante de inadequação ou autocrítica excessiva;
- Dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões simples;
- Isolamento social progressivo;
- Episódios frequentes de choro sem causa aparente;
- Irritabilidade desproporcional aos problemas do dia a dia.
Se dois ou mais destes sinais persistem durante mais de duas semanas, é aconselhável consultar um profissional de saúde mental. Em Portugal, o acesso a psicólogos está a ser progressivamente alargado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas as listas de espera continuam longas. A via privada ou as plataformas de consulta online — como a ExpertZoom — oferecem uma alternativa mais rápida e acessível.
Nota informativa: Este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento clínico ou médico. Para questões de saúde mental, consulte sempre um profissional qualificado.
O Modelo de Atriz-Estudante: Um Espelho Social
O que Jessica Athayde representa, simbolicamente, é algo que vai muito além da celebridade. A sua decisão espelha uma mudança cultural em Portugal: a ideia de que reinventar-se a meio da vida não é sinal de fracasso, mas de coragem e autoconhecimento.
Culturalmente, ainda existe um preconceito silencioso em relação aos adultos que "recomeçam" — seja na educação, na carreira ou nos projetos pessoais. Esse julgamento social tem um custo real na saúde mental de muitas pessoas, que adiam decisões importantes por medo do que os outros irão pensar.
A saúde mental não se resume à ausência de doença. Inclui a capacidade de tomar decisões alinhadas com os próprios valores, de pedir ajuda quando necessário e de criar espaço para o crescimento pessoal — mesmo quando o mundo à volta tem outras expectativas.
Recursos e Apoio Especializado
Em Portugal, os recursos de saúde mental têm crescido, mas a acessibilidade continua desigual. O SNS prevê, desde 2023, a consulta de psicologia nos cuidados de saúde primários como serviço coberto pelo sistema público — ainda que com tempos de espera variáveis por região.
Para quem quer apoio mais rápido, ou para situações específicas como adaptação a mudanças de vida, transições de carreira ou gestão do stress académico em adultos, as plataformas de consulta online representam uma solução eficaz. A ExpertZoom conta com psicólogos e consultores de bem-estar disponíveis para acompanhamento individualizado, sem necessidade de deslocação.
O regresso de Jessica Athayde à faculdade pode parecer uma notícia de celebridade. Mas o que está em causa é muito mais profundo: é a história de qualquer adulto que, a determinada altura da vida, ouve uma voz interior que diz que ainda há tempo — e que decide ouvir essa voz.
Está a considerar uma mudança de vida e quer apoio profissional? Fale com um especialista na ExpertZoom.
Fonte oficial: Serviço Nacional de Saúde — Saúde Mental nos Cuidados de Saúde Primários
