Inês Aires Pereira Dá à Luz o Terceiro Filho: O Que os Médicos Dizem Sobre o Pós-Parto na Terceira Gravidez

Mulher portuguesa sorridente numa maternidade em Lisboa com recém-nascido ao colo
4 min de leitura 24 de abril de 2026

Inês Aires Pereira Dá à Luz o Terceiro Filho: O Que os Médicos Dizem Sobre o Pós-Parto na Terceira Gravidez

A atriz portuguesa Inês Aires Pereira deu à luz o terceiro filho na quarta-feira, 23 de abril de 2026. O bebé chama-se Jorge — nome escolhido por coincidir com o Dia de São Jorge, uma coincidência de que a família fez questão de assinalar. O parto aconteceu um dia depois de a atriz ter publicado um vídeo a confirmar que ainda não tinha nascido, gerando ainda mais expectativa nas redes sociais.

Com Alice (6 anos) e Joaquim (4 anos) já em casa, Inês Aires Pereira e o companheiro David Ferreira da Silva recebem agora o terceiro filho. A atriz, de 36 anos, partilhou ao longo da gravidez que aumentou cerca de 20 kg e descreveu com humor a sensação de uma gravidez que parecia "ter 52 semanas".

O Que Muda no Corpo Após a Terceira Gravidez

Cada gravidez deixa marca no corpo da mulher. Após a terceira, essas marcas são mais pronunciadas — e o pós-parto tem características específicas que nem sempre são discutidas abertamente.

Os principais processos físicos que ocorrem nas semanas seguintes ao terceiro parto incluem:

  • Involução uterina mais intensa: O útero contrai-se para regressar ao tamanho pré-gravidez, mas após múltiplas gravidezes este processo tende a ser mais doloroso. As contraturas pós-parto — chamadas "afterpains" — são geralmente mais fortes a partir do segundo filho.
  • Maior laxidez do pavimento pélvico: Com cada gravidez, os músculos e ligamentos do pavimento pélvico ficam sujeitos a maior pressão. Após a terceira, a recuperação funcional desta zona requer atenção redobrada e, na maioria dos casos, fisioterapia pélvica.
  • Cicatriz abdominal (se cesariana) ou recuperação perineal (se parto vaginal): A recuperação de tecidos que já foram intervencionados previamente pode ser mais prolongada.
  • Maior risco de hemorragia pós-parto: Múltiplas gravidezes aumentam o risco de atonia uterina (falha de contração do útero), que é a causa mais comum de hemorragia pós-parto. Os serviços de obstetrícia monitorizam este risco com particular atenção em partos múltiplos.

A Amamentação Após Múltiplas Gravidezes

Para muitas mulheres, a amamentação no terceiro filho é mais fácil do que nas anteriores: o corpo já "sabe" o que fazer, e a experiência acumulada reduz a ansiedade do início.

No entanto, o terceiro filho traz também o desafio da gestão simultânea de três crianças. A privação de sono não é nova — mas divide-se agora entre mais responsabilidades. Estudos indicam que a amamentação exclusiva se mantém mais bem-sucedida quando existe suporte familiar estruturado e, quando necessário, apoio de um especialista em aleitamento.

Para mulheres que optam por não amamentar ou que têm dificuldades, o caminho não é de culpa mas de informação: um médico ou enfermeiro especializado em saúde materna pode orientar sobre alternativas e sobre como gerir a supressão da lactação de forma confortável.

Saúde Mental no Pós-Parto: O Que Muda na Terceira Vez

A depressão pós-parto — que afeta entre 10% e 15% das mulheres após o nascimento de um filho, segundo a Direção-Geral da Saúde — não é exclusiva da primeira gravidez. Pode surgir em qualquer parto, incluindo o terceiro.

Alguns fatores de risco são mais relevantes após múltiplas gravidezes:

  • Fadiga acumulada: Gerir dois filhos mais novos enquanto se recupera de um parto exige uma reserva de energia que pode estar esgotada.
  • Culpa pela atenção dividida: Muitas mães sentem dificuldade em "estar presentes" para o recém-nascido enquanto os filhos mais velhos reclamam atenção.
  • Pressão das redes sociais: Para figuras públicas como Inês Aires Pereira, a exposição mediática da gravidez e do pós-parto adiciona uma camada de pressão que não existe para a maioria das mulheres.

Os sinais de alarme que justificam contactar um médico incluem: tristeza persistente com mais de duas semanas de duração, dificuldade em criar laço com o bebé, pensamentos intrusivos ou perturbadores, ou incapacidade de dormir mesmo quando o bebé dorme.

O Regresso ao Trabalho: Um Tema Cada Vez Mais Discutido

Inês Aires Pereira continuou a trabalhar até aos nove meses de gravidez — gravou o programa Got Talent Portugal no último trimestre, como partilhou publicamente. A questão do regresso à atividade profissional após o parto é pertinente para muitas mulheres em Portugal.

A lei portuguesa prevê uma licença de maternidade de 120 dias em regime exclusivo ou de 150 dias em regime partilhado com o pai. Após a licença, o regresso ao trabalho implica uma reorganização familiar que, para um terceiro filho, é significativamente mais complexa do que nas anteriores.

Um médico de família ou ginecologista pode emitir parecer clínico sobre o timing adequado para o regresso, especialmente se a recuperação física for mais lenta.

Quando Deve Consultar um Especialista

Após o terceiro parto, a consulta médica de rotina das seis semanas — habitual no sistema de saúde português — é especialmente importante. Nessa consulta avalia-se:

  • Recuperação do pavimento pélvico e necessidade de fisioterapia
  • Estado emocional e rastreio de depressão pós-parto
  • Contraceção pós-parto (a gravidez pode ocorrer antes da menstruação regressar)
  • Cicatrização perineal ou de cesariana

Para além da consulta de rotina, deve contactar um médico sem esperar se apresentar febre, dor intensa, alterações na ferida cirúrgica/perineal, ou qualquer sinal de depressão pós-parto.

Ministra da Saúde e crise nas urgências de maternidade: quando recorrer ao privado

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Aviso de saúde: Este artigo tem fins informativos e não substitui aconselhamento médico personalizado. Em caso de sintomas preocupantes, consulte o seu médico ou dirija-se a uma unidade de saúde.

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