SIS 2026 em Cascais: o que o maior encontro mundial de infraestrutura digital significa para as empresas portuguesas

Executivos em conferência sobre infraestrutura digital em Cascais com mapas de cabos submarinos nos ecrãs
João João SantosInformática
4 min de leitura 11 de abril de 2026

Portugal acolhe entre 13 e 15 de abril de 2026 o Submarine, Internet & Satellite Summit (SIS 2026), em Cascais — um dos maiores encontros mundiais dedicados a infraestrutura digital. Mais de 350 executivos globais reúnem-se para discutir cabos submarinos, telecomunicações, satélites, centros de dados e inteligência artificial, num momento em que Portugal consolida a sua posição estratégica no mapa digital europeu.

Portugal como hub digital: o que está em jogo

O SIS 2026 não é apenas uma conferência académica. É um sinal claro de que Portugal passou a ser encarado internacionalmente como um ponto-chave na rede de infraestrutura digital global.

Segundo a Estratégia Digital da União Europeia, Portugal já conta com 11 cabos submarinos ativos, que ligam a Europa à América do Norte, África e Ásia. Esta posição geográfica privilegiada — aliada a um ecossistema tecnológico em crescimento — atrai cada vez mais investimento estrangeiro em data centers e infraestruturas de conectividade.

O summit de Cascais reflete esta realidade: as discussões vão desde a expansão dos cabos submarinos de nova geração até à proteção de infraestruturas críticas face a ciberataques e à integração de inteligência artificial nos sistemas de telecomunicações.

O que muda para as empresas portuguesas?

O impacto do SIS 2026 vai além dos grandes operadores de telecomunicações. Para as pequenas e médias empresas portuguesas, a convergência de infraestrutura digital, IA e conectividade de alta velocidade representa oportunidades concretas — mas também desafios técnicos que muitas ainda não estão preparadas para enfrentar.

Principais tendências que emergem do SIS 2026:

  • Fibra ultra-rápida e latência mínima: A chegada de cabos de nova geração com capacidade de 400+ Tbps vai aumentar a largura de banda disponível para empresas e consumidores. Para empresas que dependem de serviços cloud ou videoconferência, isto significa melhor desempenho — mas também pressão para atualizar infraestruturas internas.
  • IA nos sistemas de comunicação: Os grandes operadores estão a integrar IA para monitorizar redes em tempo real, detetar falhas e otimizar tráfego. Empresas que adotem estas tecnologias cedo ganham vantagem competitiva.
  • Segurança de infraestruturas críticas: O SIS 2026 dedica sessões específicas à proteção de cabos submarinos e data centers face a ameaças físicas e digitais. Para qualquer empresa com dados sensíveis na nuvem, a segurança da infraestrutura subjacente importa tanto quanto os firewalls internos.
  • Computação em edge e data centers em Portugal: O crescimento de centros de dados no país cria novas oportunidades para empresas que precisam de armazenamento local de dados — crucial para cumprir o RGPD e reduzir latência.

O que uma PME deve fazer agora?

A realidade é que a maioria das pequenas empresas não acompanha a velocidade das mudanças tecnológicas em infraestrutura digital. Um evento como o SIS 2026 serve de barómetro: o que os grandes players estão a discutir hoje será a norma do mercado daqui a dois ou três anos.

Um especialista em informática pode ajudar a empresa a:

  • Avaliar a infraestrutura atual: Identificar bottlenecks na rede interna, nos servidores ou no acesso à nuvem antes que se tornem problemas críticos
  • Planear a migração para serviços cloud resilientes: Escolher fornecedores com presença em data centers portugueses ou europeus, para latência e conformidade RGPD
  • Implementar políticas de cibersegurança proativas: Com a infraestrutura digital a crescer, o perímetro de ataque aumenta — as PME são alvo preferencial de ransomware precisamente por terem menos recursos de defesa
  • Integrar ferramentas de IA no dia a dia: Desde automatização de processos até análise de dados, a IA está a deixar de ser privilégio de grandes corporações

Portugal na vanguarda: oportunidade ou pressão?

Que Portugal seja anfitriã do SIS 2026 é um sinal positivo. Mas ser um hub digital internacional também cria expectativas sobre a maturidade tecnológica das empresas nacionais.

Empresas que ainda trabalham com infraestruturas de há dez anos, ligações de banda larga insuficientes ou sem plano de continuidade de negócio em caso de falha tecnológica estão a perder competitividade — não apenas face à concorrência portuguesa, mas num mercado cada vez mais europeu e global.

A Expert Zoom conecta empresas com especialistas em informática e tecnologia em Portugal, para diagnósticos, implementações e estratégias digitais adaptadas ao contexto de cada negócio. O momento de agir é antes de a concorrência o fazer.

Diagnóstico digital: por onde começar?

Para uma PME que quer aproveitar o momento de crescimento da infraestrutura digital em Portugal, o primeiro passo não é o mais caro — é o mais estratégico: um diagnóstico tecnológico honesto.

Este diagnóstico responde a questões simples mas críticas:

  • A velocidade de internet contratada é suficiente para as necessidades reais da empresa?
  • Os sistemas de backup funcionam e estão testados para recuperação de desastres?
  • Os colaboradores têm formação básica para identificar tentativas de phishing?
  • Os softwares utilizados estão atualizados e têm suporte ativo do fabricante?
  • Existe um plano documentado para o caso de uma falha tecnológica crítica?

Estas perguntas parecem básicas. Mas segundo o Relatório de Cibersegurança da União Europeia para 2025, mais de 40% das PME europeias sofreram um incidente de segurança significativo nos últimos dois anos — e a maioria não tinha um plano de resposta.

O crescimento da infraestrutura digital em Portugal, acelerado por eventos como o SIS 2026, é uma oportunidade. Aproveitá-la exige parceiros tecnológicos de confiança que conheçam as especificidades do mercado nacional.

O SIS 2026 acontece em Cascais entre 13 e 15 de abril de 2026. Para as empresas portuguesas, o verdadeiro summit começa na decisão de não ficar para trás.

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