A pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos morreu hoje, 11 de abril de 2026, em Lisboa, aos 84 anos, após doença prolongada. O Presidente da República expressou "profunda tristeza" pela perda de uma das figuras mais influentes da educação portuguesa do século XX.
Quem foi Maria Emília Brederode dos Santos
Nascida a 21 de março de 1942, Maria Emília Brederode dos Santos dedicou a vida inteira à educação — não apenas como prática pedagógica, mas como compromisso político e social. Formada em Boston University e na Universidade de Genebra, foi diretora pedagógica da Rua Sésamo, a versão portuguesa da Sesame Street transmitida na RTP, que durante décadas ensinou crianças portuguesas a ler, contar e respeitar a diferença.
Presidiu ao Conselho Nacional de Educação entre 2017 e 2022, tendo sido distinguida com um Doutoramento Honoris Causa pelo ISPA Instituto Universitário em janeiro de 2023. Em todos esses papéis, a sua mensagem foi sempre a mesma: a educação não é neutra, é um ato de liberdade.
O legado da Rua Sésamo
Para gerações de crianças portuguesas, a Rua Sésamo foi a primeira escola — antes da pré-primária, antes dos livros. Maria Emília compreendia aquilo que a investigação educativa viria a confirmar: os primeiros anos de vida são determinantes para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.
Segundo dados da OCDE publicados em 2025, Portugal tem uma das taxas de frequência de educação pré-escolar mais altas da Europa, com mais de 95% das crianças de 4 anos a frequentar estabelecimentos de ensino. Mas os dados mostram também que o acesso a apoio educativo de qualidade é profundamente desigual: crianças de famílias com menor capital cultural chegam ao 1.º ciclo com um atraso de aprendizagem que tende a persistir.
Foi contra essa desigualdade que Brederode dos Santos lutou durante décadas. "Educar é um ato político", afirmava — e a frase ressoa hoje com força renovada.
O que a sua morte nos diz sobre educação em Portugal
A morte de Maria Emília coincide com um momento de debate intenso sobre o sistema de ensino português. O PISA 2025 mostrou progressos, mas também revelou assimetrias persistentes entre Lisboa e o interior, entre escolas públicas e privadas, entre alunos com e sem apoio extraescolar.
É precisamente aqui que o trabalho de explicadores e professores particulares se torna estrutural. O apoio escolar especializado — que Brederode dos Santos ajudou a valorizar culturalmente — é hoje visto por muitos pais como uma necessidade, não um luxo. Segundo um estudo da Universidade do Minho de 2024, mais de 40% dos alunos do 2.º e 3.º ciclos frequentam alguma forma de explicações, seja presencial ou online.
Mas o acesso não é universal. Famílias com menos recursos não têm a mesma capacidade de contratar apoio individualizado — e a diferença acumula-se ao longo dos anos de escolaridade.
Reflexão: A melhor forma de honrar o legado de Maria Emília Brederode dos Santos pode ser garantir que o apoio educativo de qualidade chegue a todas as crianças, não apenas às que têm pais com maior capital económico.
O papel do explicador em 2026
O perfil do explicador mudou. Já não se limita a "dar aulas em casa". O explicador contemporâneo é muitas vezes um especialista numa disciplina que adapta metodologias ao estilo de aprendizagem de cada aluno, identifica dificuldades específicas (como dislexia ou dificuldades de concentração) e comunica regularmente com pais e encarregados de educação.
Plataformas como a Expert Zoom facilitam o acesso a explicadores qualificados em Portugal, com avaliações verificadas e especialização por disciplina e nível de ensino. A escolha do explicador certo pode fazer a diferença entre um aluno que recupera a confiança e um que desiste.
Maria Emília diria, provavelmente, que cada criança merece esse cuidado — independentemente do código postal.
Como escolher o apoio educativo certo
Se a morte de Brederode dos Santos nos convida a refletir sobre a educação, o passo prático é garantir que os filhos têm o acompanhamento de que precisam. Algumas perguntas a colocar ao escolher um explicador:
- Tem formação na área e experiência com a faixa etária do meu filho?
- Como avalia o nível de partida do aluno antes de começar?
- Comunica com os pais e encarregados de educação de forma regular?
- Utiliza metodologias adaptadas a diferentes estilos de aprendizagem?
- Tem experiência com dificuldades específicas (dislexia, PHDA, altas capacidades)?
O apoio educativo de qualidade não substitui a escola pública — complementa-a. E essa foi, no fundo, a grande lição de Maria Emília Brederode dos Santos: não há educação sem compromisso, não há aprendizagem sem relação humana de cuidado.
O seu legado está vivo em cada professor que acredita que a sua profissão vai além do currículo, em cada explicador que adapta a sua abordagem ao ritmo único de cada aluno, e em cada família que decide investir no futuro educativo dos seus filhos. Portugal perdeu hoje uma voz insubstituível — mas as suas ideias continuam a guiar a prática pedagógica de milhares de educadores por todo o país.
Para informação sobre políticas educativas em Portugal, consulte o portal do Ministério da Educação e Ciência.
