Médico desportivo examinando o joelho de um atleta de vôlei de praia na areia

Evandro nas meias-finais do Beach Pro Tour: o que os atletas de praia devem saber sobre lesões

Ricardo Ricardo RodriguesMedicina Desportiva
4 min de leitura 21 de março de 2026

Evandro Gonçalves e o seu parceiro Arthur Lanci chegaram às meias-finais do Beach Pro Tour Elite de João Pessoa, em março de 2026, derrotando adversários de alto nível na praia de Cabo Branco. O par brasileiro, entre os favoritos ao título, mostra a que vem numa temporada que promete ser histórica. Mas o que significa competir ao mais alto nível no voleibol de praia — e o que devem saber os atletas amadores sobre as lesões mais frequentes nesta modalidade?

Evandro e Arthur nas meias-finais: um percurso de excelência

O torneio Beach Pro Tour João Pessoa Elite 2026 reuniu os melhores pares do mundo em Cabo Branco. Evandro Gonçalves e Arthur Lanci superaram fases de qualificação exigentes para chegar às meias-finais, onde enfrentaram os franceses Rémi Daubas e Calvin Aye. Do lado oposto do quadro, os suecos David Åhman e Jonatan Hellvig, assim como os americanos Taylor Crabb e Andy Benesh, completaram o painel dos quatro semifinalistas.

Para Evandro, um dos rostos mais reconhecidos do voleibol de praia brasileiro, este resultado confirma uma das mais sólidas presenças no circuito mundial. A competição em João Pessoa, uma das cidades de eleição do circuito, tem o estatuto de Elite e oferece pontos ATP/BPT cruciais para o ranking mundial.

As lesões mais comuns no voleibol de praia

O voleibol de praia é um desporto de alta exigência muscular e articular. Jogar na areia atenua algumas forças de impacto, mas cria solicitações específicas que não existem no parquet. Segundo a medicina desportiva, as lesões mais frequentes nesta modalidade são:

1. Tendinite rotuliana (joelho do saltador)

O "joelho do saltador" é a lesão crónica mais prevalente no voleibol de praia. A pressão repetida no tendão rotuliano, gerada pelos saltos constantes (bloco, ataque), provoca microlesões que, sem tratamento adequado, evoluem para tendinose crónica. Nos casos mais graves, pode ocorrer ruptura parcial ou total do tendão.

Sinais de alerta: dor localizada abaixo da rótula, especialmente ao subir escadas ou agachar; rigidez matinal que melhora com o aquecimento.

2. Entorse do tornozelo

A areia irregular cria instabilidade durante os movimentos laterais rápidos. Embora a queda seja mais suave do que no cimento, uma entorse de tornozelo em grau II ou III pode imobilizar um atleta por 4 a 8 semanas. A instabilidade crónica do tornozelo, resultado de entorses mal tratadas, é uma das principais causas de carreira encurtada no voleibol de praia.

3. Lesões do manguito rotador (ombro)

O serviço e o ataque no voleibol de praia implicam movimentos de elevação e rotação do ombro que, repetidos milhares de vezes, criam desgaste nas estruturas do manguito rotador (supra-espinhoso, infra-espinhoso, subescapular e pequeno redondo). As tendinites e as roturas parciais são comuns em atletas com mais de 10 anos de prática intensa.

4. Lombalgias e disfunção sacroilíaca

O voleibol de praia exige constantes rotações de tronco e movimentos de hiperextensão lombar durante o saque e o ataque. Em atletas jovens, pode desenvolver-se uma espondilólise (fratura de fadiga das vértebras lombares); em atletas mais maduros, a artrose facetária e a disfunção da articulação sacroilíaca são as mais frequentes.

5. Queimaduras solares e hipertermia

A competição prolongada em ambiente de praia, com exposição solar intensa, aumenta o risco de queimaduras de segundo grau, insolação e desidratação severa — condições que, num contexto competitivo, podem comprometer a saúde a curto e longo prazo.

Quando consultar um médico desportivo?

Muitos atletas amadores — e mesmo alguns profissionais — cometem o erro de tratar a dor com anti-inflamatórios e continuar a treinar. Esta abordagem pode transformar uma lesão aguda e tratável numa patologia crónica incapacitante.

As situações que justificam uma consulta imediata com um médico de medicina desportiva incluem:

  • Dor que persiste mais de 48 horas após o esforço, sem melhoria com o repouso
  • Inchaço articular após um salto ou uma queda
  • Sensação de "estalo" no ombro ou no joelho
  • Limitação de amplitude de movimento que não existia anteriormente
  • Dor que acorda o atleta durante a noite

O médico desportivo pode solicitar ecografia, ressonância magnética ou radiografia consoante a suspeita clínica, e indicar o tratamento mais adequado — fisioterapia, ondas de choque, plasma rico em plaquetas (PRP) ou, em casos selecionados, cirurgia.

Recursos complementares para aprofundar o tema: o artigo João Fonseca no Miami Open 2026: lesão lombar e o que os jovens tenistas devem saber oferece perspetivas úteis sobre a gestão de lesões em atletas jovens de alta competição.

Aviso YMYL: Este artigo tem uma finalidade informativa e não substitui a opinião de um médico. Em caso de dor ou lesão, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

Evandro inspira, a medicina desportiva protege

O percurso de Evandro Gonçalves e Arthur Lanci no Beach Pro Tour de João Pessoa é um exemplo de excelência atlética construída ao longo de anos de dedicação e cuidado físico rigoroso. Para os praticantes amadores de voleibol de praia — de Cascais à Comporta, do Algarve ao Porto —, o segredo para uma prática duradoura não está apenas no treino: está também no acompanhamento médico preventivo.

Não espere pela lesão grave. Encontre um médico de medicina desportiva perto de si através da Expert Zoom e garanta que o seu corpo acompanha a sua paixão pelo desporto.

Medicina Desportiva
Sofia Costa

Coloque a sua questão a Sofia Costa

Medicina Desportiva
Clara Correia

Olá,
sou Clara Correia o/a assistentee de Sofia Costa como posso ajudar?

Nos experts

Avantages

Des réponses rapides et précises pour toutes vos questions et demandes d'assistance dans plus de 200 catégories.

Des milliers d'utilisateurs ont obtenu une satisfaction de 4,9 sur 5 pour les conseils et recommandations prodiguées par nos assistants.