Laura Pigossi em 2026: o que a carreira da tenista ensina sobre saúde esportiva e prevenção de lesões

Laura Pigossi durante jogo nos Jogos Pan-Americanos 2023

Photo : JABO / Wikimedia

4 min de leitura 30 de abril de 2026

Laura Pigossi em destaque em 2026: o que a carreira da tenista revela sobre saúde esportiva

Laura Pigossi, uma das maiores tenistas da história do Brasil, está novamente em evidência no cenário do tênis mundial em 2026. A jogadora paulista, medalhista olímpica em Tóquio 2020 pela dupla feminina ao lado de Luisa Stefani, tem enfrentado os desafios típicos de uma carreira de alta performance: lesões, recuperação e a busca pelo melhor rendimento possível ao longo de uma temporada exigente.

A trajetória de Pigossi representa um espelho para milhões de praticantes amadores e atletas de alto rendimento no Brasil. As lesões mais comuns no tênis — cotovelo, ombro, joelho, punho — não afetam apenas os profissionais. Qualquer pessoa que joga regularmente precisa entender os sinais que o corpo dá e quando é hora de procurar um médico especialista.

O que torna o tênis especialmente exigente para o corpo?

O tênis é um esporte de alta intensidade que combina movimentos explosivos, mudanças rápidas de direção e gestos repetitivos. Segundo dados da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o Brasil conta hoje com mais de 2 milhões de praticantes regulares, dos quais a maioria não tem acompanhamento médico esportivo.

As principais demandas físicas do tênis incluem:

Membros superiores: A biomecânica do saque impõe uma carga extrema no ombro, cotovelo e punho. A "cotovelo do tenista" (epicondilite lateral) é uma das lesões mais comuns não apenas em tenistas profissionais, mas em amadores acima de 35 anos.

Membros inferiores: Joelhos, tornozelos e quadris sofrem com as acelerações e travadas rápidas. A síndrome patelofemoral (dor no joelho) e as entorses de tornozelo são frequentes em jogadores de qualquer nível.

Coluna vertebral: O movimento rotacional do saque e das tacadas de fundo pode sobrecarregar os discos intervertebrais, especialmente na região lombar.

Lesões mais comuns em tenistas: quando ir ao médico?

Muitos praticantes de tênis tentam "empurrar" desconfortos e dores sem procurar um médico. Isso pode transformar uma lesão tratável em um problema crônico. Os sinais que indicam a necessidade de consulta médica imediata são:

  • Dor que persiste além de 48 horas após o jogo ou treino
  • Inchaço ou equimose (roxo) ao redor de articulações
  • Sensação de instabilidade no joelho ou tornozelo ("vai embora")
  • Dormência ou formigamento em braços ou pernas após gestos esportivos
  • Perda de força de preensão (dificuldade para segurar a raquete)
  • Estalido ou "clique" articular acompanhado de dor

Para atletas de alta performance como Laura Pigossi, o acompanhamento médico esportivo é diário. Para o amador, uma avaliação periódica com médico do esporte é a melhor prevenção.

O papel do médico do esporte na vida do tenista

Um médico especialista em medicina esportiva não serve apenas para tratar lesões — ele atua na prevenção e no acompanhamento do desempenho. No contexto do tênis, as principais funções desse profissional incluem:

Avaliação funcional: Identificar desequilíbrios musculares, problemas posturais ou pontos de fragilidade antes que causem lesão.

Diagnóstico preciso: A distinção entre uma tendinite, uma ruptura parcial e uma bursite, por exemplo, requer exame físico e, frequentemente, exames de imagem. Tratar errado pode agravar a lesão.

Protocolo de retorno ao esporte: Após uma lesão, a decisão de quando e como voltar a jogar deve ser médica, não intuitiva. Retornos precoces são a principal causa de lesões recorrentes e crônicas.

Orientação sobre suplementação e carga de treino: Especialmente relevante para tenistas amadores acima de 40 anos, que têm recuperação mais lenta.

Laura Pigossi e a importância da saúde mental no tênis

Um aspecto menos discutido na carreira de Pigossi, mas cada vez mais relevante, é a saúde mental de atletas de alto rendimento. O tênis é um esporte individual e mentalmente exigente: não há companheiros de equipe para dividir a pressão, e cada ponto jogado é uma decisão solitária.

Em 2026, a discussão sobre saúde mental no esporte profissional brasileiro ganhou força, com a CBT integrando suporte psicológico aos programas de desenvolvimento de atletas. Para o tenista amador, isso se traduz em um alerta: o estresse, a ansiedade pré-competição e a frustração com o desempenho também precisam de atenção — e um profissional de saúde pode ajudar.

O artigo Beatriz Haddad Maia e lesões no tênis: o que médicos dizem sobre prevenção aborda como outra ícone do tênis brasileiro lida com as demandas físicas da carreira.

Tênis para adultos acima de 40 anos: cuidados especiais

O tênis é um dos poucos esportes coletivos praticados de forma intensa por pessoas acima de 40 e até 60 anos. No Brasil, a categoria master tem crescido significativamente nos últimos anos. Para esses praticantes, os cuidados específicos incluem:

  1. Aquecimento obrigatório: Pelo menos 15 minutos de mobilidade e ativação muscular antes de qualquer jogo.
  2. Avaliação cardiovascular anual: O esforço máximo no tênis exige que o coração esteja avaliado por cardiologista, especialmente acima dos 40 anos.
  3. Fortalecimento excêntrico: Exercícios específicos para tendões (Aquiles, rotador do ombro) reduzem significativamente o risco de tendinopatia.
  4. Respeito à recuperação: Acima dos 45 anos, o corpo precisa de pelo menos 48 horas entre sessões intensas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), a avaliação pré-participação esportiva é recomendada para todos os adultos que praticam exercícios de alta intensidade, independentemente da idade.

Como encontrar um médico do esporte no Brasil

O médico do esporte (ou especialista em medicina esportiva) pode ser encontrado via indicação do seu clube de tênis, plataformas de saúde ou diretamente no ExpertZoom. Na plataforma, você encontra especialistas com experiência em lesões esportivas, reabilitação e avaliação funcional para praticantes de tênis e outros esportes.

Independentemente do nível — amador, recreativo ou de alta performance — o investimento na saúde esportiva preventiva é sempre menor do que o custo de um tratamento de lesão grave ou de meses sem jogar.

Este artigo é de natureza informativa e não substitui a avaliação e o acompanhamento de um médico especialista.

Nossos especialistas

Vantagens

Respostas rápidas e precisas para todas as suas perguntas e solicitações de assistência em mais de 200 categorias.

Milhares de usuários obtiveram uma satisfação de 4,9 de 5 para os conselhos e recomendações fornecidas por nossos assistentes.