Alexander Zverev, número dois do ranking mundial de tênis e atual campeão do BMW Open de Munique, enfrenta mais uma temporada marcada por lesões. Em abril de 2026, o alemão compete em Munique como cabeça de chave e favorito, mas chegou ao torneio com problemas no tornozelo que o obrigaram a abandonar o torneio de Roterdã em fevereiro e limitaram seu desempenho no Masters de Monte Carlo. O caso do tenista reflete uma realidade que afeta atletas de todos os níveis — e ensina lições valiosas sobre quando dor esportiva precisa de avaliação médica.
A Temporada de Lesões de Zverev em 2026
Zverev começou 2026 chegando à semifinal do Australian Open, onde perdeu para Carlos Alcaraz em uma partida épica de 5 horas e 27 minutos. Mas a campanha custou: o tenista relatou dores no tendão de Aquiles durante o torneio. Em fevereiro, seu fisioterapeuta recomendou três semanas de afastamento, resultando na retirada de Roterdã.
No Masters 1000 de Monte Carlo, em abril de 2026, Zverev jogou — mas declarou estar enfrentando "o pior período desde sua lesão" mais grave: a ruptura dos ligamentos do tornozelo sofrida em Roland Garros em 2022, que o afastou por meses. Apesar das limitações, avançou às primeiras rodadas antes de ser eliminado.
A sequência ilustra um dilema comum entre esportistas: jogar ou não jogar, tratar ou ignorar a dor?
Lesões Mais Comuns no Tênis
O tênis é um esporte de alto impacto que solicita intensamente ombros, cotovelos, punhos, joelhos e tornozelos. Entre as lesões mais frequentes estão:
- Cotovelo do tenista (epicondilite lateral): inflamação dos tendões no cotovelo externo causada por movimentos repetitivos de golpe
- Lesão no manguito rotador: deterioração dos tendões do ombro por sobrecarga de saques e smashes
- Entorse de tornozelo: especialmente em quadras de saibro, como a superfície que Zverev disputa em Munique
- Síndrome patelofemoral: dor no joelho causada por deslocamento da patela, comum em esportes laterais
- Tendinite no tendão de Aquiles: inflamação progressiva que pode evoluir para ruptura se não tratada
O fisioterapeuta da ATP estima que lesões musculoesqueléticas são responsáveis por cerca de 70% dos afastamentos em circuitos profissionais.
Quando a Dor Esportiva Vai Além do Normal
Todo esportista sente alguma dor após o exercício. A questão é distinguir a dor muscular fisiológica — o que os especialistas chamam de DOMS (delayed onset muscle soreness) — de uma dor que sinaliza lesão real.
Sinais de alerta que exigem consulta médica:
- Dor aguda durante o exercício, especialmente com estalo ou "click" articular
- Inchaço ou hematoma que aparecem nas horas seguintes à atividade
- Dor que persiste por mais de 72 horas sem melhora com repouso e anti-inflamatórios
- Perda de amplitude de movimento ou sensação de "travar" a articulação
- Dor irradiada para outras regiões (ex.: dor no ombro que vai para o braço)
- Dormência ou formigamento nos membros após impacto ou queda
Aviso importante (YMYL): As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação clínica. Sintomas persistentes ou intensos devem ser avaliados por um profissional de saúde.
O Erro Que Amadores Cometem Que Profissionais Evitam
Atletas amadores frequentemente adiam a consulta médica por dois motivos: acham que "vai passar sozinho" ou temem o diagnóstico. O resultado é que microlesões tratáveis se tornam rupturas completas — o exato cenário que Zverev viveu em 2022 quando forçou em Roland Garros sem ter tratado adequadamente uma lesão anterior.
O tenista reconheceu publicamente que, nas semanas antes de Roland Garros 2022, já sentia dores no tornozelo. A ruptura dos ligamentos que sofreu em campo forçou meses de afastamento e uma cirurgia de recuperação complexa.
A lição: no esporte amador, os corpos não têm o suporte de fisioterapeutas, médicos e preparadores físicos 24 horas por dia. O atleta comum precisa ser ainda mais atento aos sinais do próprio corpo do que um profissional como Zverev.
Qual Especialista Procurar
Dependendo da localização e natureza da lesão, diferentes especialistas são indicados:
- Ortopedista: diagnóstico de lesões ósseas, ligamentares e de cartilagem; indicado para entorses graves, fraturas por estresse e lesões de manguito rotador
- Fisioterapeuta esportivo: reabilitação e prevenção, ideal para continuidade do tratamento após o diagnóstico médico
- Médico do esporte: visão integral do atleta — avalia biomecânica, programação de treino e retorno seguro às atividades
Para lesões agudas (torção, queda, impacto), o ortopedista é o primeiro passo. Para dores crônicas ou recorrentes que não curam, uma consulta com médico do esporte pode identificar a causa raiz — como sobrecarga de treinamento, calçado inadequado ou desequilíbrio muscular.
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Segundo o Ministério da Saúde, lesões musculoesqueléticas são uma das principais causas de afastamento do trabalho e das atividades físicas no Brasil. Cuidar da saúde locomotora não é exclusividade de atletas de elite — é uma necessidade de qualquer pessoa ativa que quer manter qualidade de vida a longo prazo.
