Zinedine Zidane fechou um acordo verbal com a Federação Francesa de Futebol (FFF) para assumir o comando da seleção francesa após a Copa do Mundo 2026. O contrato tem um detalhe inédito no futebol mundial: não tem prazo de término.
A informação, confirmada pelo ESPN Brasil e pelo jornal L'Équipe em junho de 2026, coloca ponto final numa novela que durava anos. Zidane, 54 anos, sucederá Didier Deschamps no banco dos "Bleus" após o maior Mundial da história — 48 seleções, nos EUA, Canadá e México. Mas além do impacto esportivo, o acordo levanta questões financeiras relevantes: o que significa, em termos de patrimônio, um contrato sem prazo de término?
O que é um contrato "sem fim" e por que ele chama atenção
No futebol, contratos de técnicos costumam ter prazo definido: dois, três ou quatro anos. O que Zidane assinou com a FFF é diferente. O acordo estabelece apenas o início — após a Copa do Mundo 2026 — e permite que o próprio treinador decida quando encerrar o ciclo.
Esse modelo é mais comum em contratos de altos executivos de empresas privadas ou consultores de renome internacional. No futebol, é uma raridade. Do ponto de vista financeiro, esse tipo de acordo confere mais liberdade ao profissional, mas exige um planejamento patrimonial mais sofisticado: sem data de término, é preciso prever cenários de renda variável a longo prazo, estruturar corretamente a tributação internacional e proteger o patrimônio já acumulado.
Salário recusado: a lógica do legado sobre o lucro imediato
Um dado revelado pela Trivela, com base em informações do L'Équipe, chama atenção: Zidane teria recusado uma proposta equivalente a R$ 650 milhões por ano de um projeto concorrente para escolher a seleção francesa. A decisão ilustra um princípio fundamental da gestão de patrimônio: nem sempre a maior oferta imediata é a melhor escolha financeira no longo prazo.
Para um profissional com o nível de exposição de Zidane — com patrimônio estimado em mais de €100 milhões por especialistas do setor —, a escolha pelo projeto francês representa um investimento em reputação e legado. No mundo dos negócios, esse tipo de "ativo intangível" tem impacto direto em contratos futuros, participações societárias e acordos de patrocínio de longo prazo.
Treinadores de seleções nacionais de primeiro nível recebem, segundo estimativas do mercado, entre €3 milhões e €10 milhões por ano — além de bônus por classificação e desempenho em torneios. Para a seleção francesa, uma das marcas esportivas mais valiosas do planeta, o valor deve se situar no topo desse intervalo.
A comissão técnica e o custo de um projeto de elite
David Bettoni, braço direito de Zidane nas duas passagens pelo Real Madrid (2016–2018 e 2019–2021), integrará a comissão técnica. Hamidou Msaidie, outra figura de confiança, também fará parte do grupo.
Comissões técnicas de alto nível têm custo significativo — e frequentemente o técnico principal precisa negociar a inclusão de sua equipe como parte do contrato. Esse aspecto da negociação exige suporte jurídico especializado para garantir que os interesses financeiros de todos os envolvidos estejam protegidos. Para a FFF, o custo da comissão integra o orçamento do projeto; para Zidane, representa um compromisso financeiro com pessoas de sua confiança.
Copa 2026: o contexto que valoriza o nome Zidane
A Copa do Mundo de 2026 é a maior da história do torneio: 104 jogos, 16 cidades-sede distribuídas entre EUA, Canadá e México. A França, liderada ainda por Deschamps no torneio, parte como uma das favoritas ao título.
Zidane assume num momento estratégico: herda um ciclo esportivo já consolidado e chega sem o desgaste de uma possível eliminação precoce. Para a federação francesa, o anúncio do sucessor com antecedência é também uma decisão de gestão de marca: o nome Zidane eleva o valor comercial dos "Bleus" no próximo ciclo, mesmo antes de o técnico estrear no comando.
A lesão de Mbappé a semanas da Copa já mostrou como eventos esportivos impactam patrocínios e contratos num piscar de olhos. Com Zidane confirmado para o próximo ciclo, a seleção francesa mantém seu apelo comercial independentemente dos resultados em 2026.
O que profissionais de alta renda podem aprender com o caso Zidane
Segundo a Fédération Française de Football (FFF), a gestão de contratos de técnicos de seleções envolve múltiplas camadas jurídicas e tributárias — especialmente em contextos internacionais. A França aplica alíquotas de Imposto de Renda superiores a 45% sobre rendimentos acima de determinado patamar, tornando o planejamento fiscal um passo indispensável antes de qualquer assinatura.
Para profissionais de alta renda — seja no esporte, em cargos executivos ou em qualquer área de alta remuneração —, o caso Zidane levanta perguntas práticas e urgentes:
- Como estruturar contratos de longa duração com proteção patrimonial adequada?
- Quais instrumentos financeiros garantem previsibilidade de renda em acordos sem prazo definido?
- Como diversificar ativos e reduzir a exposição fiscal em um contexto internacional?
- O que acontece com o patrimônio acumulado caso o contrato se encerre de forma inesperada?
Essas questões não têm resposta genérica. Dependem do perfil de cada pessoa, do volume patrimonial e dos objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo.
Como a Expert Zoom pode ajudar
O caso Zidane é mais do que uma notícia esportiva: é um exemplo de como decisões financeiras complexas exigem planejamento estratégico e assessoria qualificada. Recusar R$ 650 milhões por ano não é uma decisão que se toma sem calcular o impacto patrimonial de longo prazo.
Na Expert Zoom, você encontra consultores especializados em gestão de patrimônio para profissionais de alta renda, esportistas e executivos que precisam tomar decisões financeiras de grande impacto. Seja para estruturar contratos, planejar impostos ou diversificar investimentos, um especialista pode fazer a diferença entre um acordo que parece vantajoso e um que realmente é.
Este artigo tem caráter informativo e jornalístico. Não constitui assessoria financeira ou jurídica. Para decisões financeiras e patrimoniais, consulte um especialista qualificado.

Jose Santos