Mohamed Salah completou 34 anos em 15 de junho de 2026 — no mesmo dia em que o Egito estreou na Copa do Mundo contra a Bélgica. Entrou em campo, deu a assistência para o gol de Emam Ashour e jogou 90 minutos completos no empate por 1 a 1. Em 21 de junho, diante da Nova Zelândia em Vancouver, seguiu sendo o mais perigoso dos Faraós mesmo com a equipe em desvantagem. Aos 34 anos, o ex-atacante do Liverpool prova que longevidade no futebol de elite exige muito mais do que talento.
Um recorde silencioso que conta uma história maior
No segundo jogo da Copa, Salah completou sua 29ª partida como titular em grandes torneios com a seleção egípcia — um recorde histórico, superando Ahmed Hassan e Essam El-Hadary, ambos com 28 titularidades. A marca passou quase despercebida nos noticiários brasileiros, mas conta uma história que vai além das estatísticas: a de um atleta que chegou à meia-idade esportiva sem jamais precisar abrir mão de uma Copa por conta de lesão grave.
A fórmula de Salah não é segredo, mas poucos conseguem replicá-la: disciplina alimentar rigorosa, sono monitorado, recuperação ativa após cada partida e, sobretudo, acompanhamento médico especializado ao longo de toda a carreira. De acordo com o Ministério da Saúde, a manutenção da atividade física regular e o acompanhamento médico especializado são fatores determinantes para a saúde a longo prazo em atletas de todas as idades. No contexto de esportes coletivos de alta intensidade, o pico de desempenho físico ocorre tipicamente entre os 25 e 29 anos. Após os 30, a recuperação muscular desacelera, o risco de lesões cresce e a capacidade aeróbica começa a declinar progressivamente. Salah inverteu essa curva — e não o fez sozinho.
O contraste que a Copa do Mundo 2026 tornou visível
O torneio de 2026 tem sido um laboratório de medicina esportiva em tempo real. Enquanto Salah aparece em plena integridade física, outros craques chegaram comprometidos por lesões tratadas com atraso. A lesão muscular de Mbappé nas semanas anteriores à Copa é o exemplo mais emblemático: uma microlesão no semitendinoso que, sem o tratamento adequado no momento certo, gerou meses de incerteza sobre sua presença no torneio.
No Brasil, essa realidade atinge muito além dos profissionais. Praticantes de futebol amador, atletas de fim de semana e jovens em categorias de base raramente têm acesso a acompanhamento médico especializado — e só procuram ajuda quando a situação já está grave. O resultado são lesões cronificadas, intervenções cirúrgicas que poderiam ter sido evitadas e anos de prática esportiva perdidos desnecessariamente.
5 sinais de que um atleta acima de 30 precisa consultar um médico do esporte
Se tem algo que a trajetória de Salah ensina, é que o corpo sinaliza antes de quebrar. Estes são os cinco principais alertas que qualquer praticante regular de esportes deve levar a sério — seja jogando em Copa do Mundo ou no campeonato do bairro:
1. Dor muscular que persiste além de 72 horas. Após os 30 anos, o processo inflamatório e de reparação muscular muda significativamente. Uma dor que antes desaparecia em dois dias pode levar o dobro do tempo ou indicar uma microlesão em evolução. Se persistir além de três dias, não trate apenas com analgésico: busque avaliação de um especialista em medicina esportiva.
2. Queda inexplicável no rendimento. Velocidade menor, cansaço chegando mais cedo, dificuldade nas arrancadas que antes eram naturais? Esses sinais podem indicar overtraining, deficiência hormonal, anemia ou alterações na tireoide. Um médico do esporte identifica a causa com exames direcionados e propõe ajustes específicos de treino e nutrição.
3. Lesão que retorna ao mesmo local. Quando o mesmo problema aparece mais de duas vezes — uma entorse de tornozelo que insiste em voltar, uma contratura muscular crônica —, o corpo está sinalizando que a recuperação foi incompleta. A abordagem especializada trabalha biomecânica, fortalecimento e prevenção sistêmica, não apenas o sintoma imediato.
4. Dor articular persistente após o exercício. Joelhos, quadris e tornozelos são os pontos de maior desgaste depois dos 30 anos. Dor articular que permanece no dia seguinte à atividade pode ser sinal precoce de condropatia ou desgaste da cartilagem. Quanto antes o diagnóstico, maior a chance de preservar a articulação por anos adicionais de prática saudável.
5. Fadiga crônica e alterações no sono. Atletas maduros que dormem mal, sentem cansaço persistente mesmo após dias de descanso ou percebem quedas frequentes de humor e concentração podem estar em overtraining ou sofrendo desequilíbrios hormonais relacionados ao esforço. Esses são frequentemente os primeiros alertas antes de uma lesão mais séria — e são raramente levados a sério sem orientação médica.
Aviso: As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação de um profissional de saúde. Sempre consulte um médico qualificado antes de tomar decisões sobre tratamento ou rotina esportiva.
O exemplo de Salah como roteiro — não como exceção
Mohamed Salah tem 34 anos, encerrou um ciclo histórico no Liverpool e ainda compete em Copa do Mundo marcando e assistindo. Isso não é acidente genético: é o resultado de décadas de cuidado sistemático com o próprio corpo, com apoio médico especializado em cada etapa da carreira.
Para a maioria dos brasileiros, esse nível de suporte ainda parece distante. Mas a telemedicina mudou essa equação. Na ExpertZoom, você encontra médicos especializados em saúde do atleta disponíveis para consultas online — para uma avaliação preventiva, para entender um sinal de alerta ou para estruturar uma rotina de treino compatível com a sua fase da vida. O cuidado especializado não é exclusividade de craques milionários. Não espere a lesão decidir por você.

Gabriel Alves