O Brasil registrou 149 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em março, com outros 539 casos ainda sob investigação. São Paulo concentra a maior parte das infecções — 93 casos confirmados —, seguido por Rio de Janeiro (18) e Rondônia e Minas Gerais (11 cada). Nenhuma morte foi registrada até agora, mas especialistas alertam para a importância de reconhecer os sinais da doença e saber quando buscar orientação médica.
O número de 2026, embora em crescimento nas primeiras semanas do ano, é significativamente menor do que o mesmo período de 2025, quando foram registrados 394 diagnósticos. Mesmo assim, o aumento recente de notificações em estados até então sem registros — como Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul — acendeu um alerta nos serviços de vigilância epidemiológica.
O que é o mpox e como ele se transmite
O mpox (antes chamado de varíola dos macacos) é uma doença viral causada pelo Orthopoxvírus, do mesmo gênero do vírus da varíola humana, mas em geral menos grave. A transmissão ocorre por contato direto com pele, lesões, fluidos corporais ou materiais contaminados de uma pessoa infectada, além do contato prolongado face a face.
Diferente do que muitos pensam, a mpox não é transmitida pelo ar como um resfriado ou gripe. O contato próximo e prolongado — especialmente pele a pele — é o principal mecanismo de transmissão entre humanos. Animais silvestres também podem ser fonte de infecção.
Sintomas: o que observar
Os sinais clínicos do mpox incluem:
- Erupções cutâneas — lesões que evoluem de manchas a bolhas e crostas, geralmente na face, mãos, pés, genitais ou ânus
- Gânglios linfáticos inchados — especialmente na região do pescoço ou axilas
- Febre — geralmente entre 38°C e 39,5°C
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares e articulares
- Calafrios e fraqueza generalizada
Os sintomas costumam surgir entre 5 e 21 dias após a exposição e durar de 2 a 4 semanas. Na maioria dos casos, a evolução é leve a moderada, com recuperação sem necessidade de hospitalização.
Grupos de maior risco
A maioria dos casos registrados no Brasil em 2026 envolve adultos entre 20 e 45 anos. Pessoas imunossuprimidas — como portadores de HIV com contagem baixa de células T CD4 — têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Outros grupos que devem estar mais atentos incluem profissionais de saúde que trabalham com casos suspeitos, pessoas com múltiplos parceiros sexuais e trabalhadores de laboratório que lidam com Orthopoxvírus.
A vacinação contra mpox no Brasil
O Brasil dispõe de vacina contra mpox disponível gratuitamente pelo SUS, mas a imunização não é universal. A campanha de vacinação segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e prioriza grupos de maior vulnerabilidade, como:
- Pessoas vivendo com HIV/aids com contagem de linfócitos T CD4 abaixo de 200 células nos últimos seis meses
- Profissionais de laboratório que trabalham com Orthopoxvírus em nível de biossegurança 2, com idade entre 18 e 49 anos
- Pessoas com contato direto confirmado com casos suspeitos ou confirmados de mpox
Se você faz parte de um desses grupos, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para verificar disponibilidade da vacina.
Quando consultar um médico
O principal erro que as pessoas cometem é tentar autodiagnosticar uma erupção cutânea pelo Google. Lesões na pele podem ter dezenas de causas diferentes, desde herpes até alergias e infecções bacterianas. Apenas um médico pode fazer o diagnóstico correto por meio de avaliação clínica e, se necessário, exames laboratoriais.
Procure atendimento médico se:
- Desenvolver lesões cutâneas atípicas que evoluem rapidamente, especialmente acompanhadas de febre
- Tiver gânglios inchados sem causa aparente
- Tiver tido contato com alguém diagnosticado com mpox nos últimos 21 dias
- Pertencer a grupo de risco e apresentar qualquer sintoma sugestivo
De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, o diagnóstico precoce é fundamental para o isolamento adequado e para evitar novas transmissões. Não aguarde os sintomas piorarem — busque orientação especializada assim que notar sinais suspeitos.
O papel do médico generalista e do infectologista
Para casos suspeitos de mpox, o clínico geral ou o médico de família pode realizar a triagem inicial e solicitar os exames necessários. Em situações mais complexas ou em pacientes imunossuprimidos, o infectologista é o especialista mais indicado.
O acompanhamento médico durante a doença é importante não apenas para confirmar o diagnóstico, mas também para monitorar possíveis complicações — como infecções secundárias das lesões — e para orientar o isolamento adequado e a proteção de contatos próximos.
Se você tem dúvidas sobre seus sintomas ou sobre os riscos de mpox, não espere. Uma consulta com um médico experiente pode esclarecer sua situação com rapidez e segurança. Na plataforma Expert Zoom, você encontra clínicos gerais e infectologistas disponíveis para atendimento, com avaliação personalizada do seu caso.
Aviso: Este artigo tem caráter informativo e educativo. Não substitui consulta médica, diagnóstico clínico ou orientação de profissional de saúde habilitado. Em caso de sintomas suspeitos, procure atendimento presencial ou teleconsulta com um médico.

Gabriel Alves