Jennifer Aniston se relaciona com hipnoterapeuta: o que a hipnoterapia trata e quando consultar um profissional

Jennifer Aniston em evento público em Los Angeles, California

Photo : Andres Useche from Los Angeles, CA, U.S.A. / Wikimedia

4 min de leitura 11 de maio de 2026

Jennifer Aniston, 57 anos, abriu 2026 com uma novidade que chamou atenção além das páginas de fofoca: de acordo com a revista CNN Brasil e outros veículos internacionais, a atriz está em um relacionamento com Jim Curtis, 50 anos, um hipnoterapeuta sediado nos Estados Unidos. A confirmação do casal em novembro de 2025 trouxe à tona uma profissão ainda pouco conhecida no Brasil — e levantou a pergunta que muitos se fazem: o que faz exatamente um hipnoterapeuta e quando é indicado consultar um?

O que é hipnoterapia e como ela difere da hipnose de entretenimento?

A hipnoterapia é uma técnica terapêutica que utiliza um estado de consciência alterado — semelhante a um transe leve — para acessar padrões de pensamento e comportamento que estão abaixo do nível de consciência cotidiano. Diferentemente da hipnose de palco usada em shows, a hipnoterapia clínica é aplicada por profissionais de saúde treinados com objetivos terapêuticos específicos.

No Brasil, a hipnose clínica é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como recurso terapêutico auxiliar desde a Resolução CFM nº 1.363/1993. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) também reconhece a hipnose como prática psicológica dentro de contexto clínico regulamentado.

Isso significa que qualquer profissional que ofereça hipnoterapia no Brasil precisa ser um profissional de saúde habilitado (médico, psicólogo, dentista ou outro profissional com formação complementar específica em hipnose clínica). A prática não pode ser exercida por pessoas sem essa base, independentemente de cursos livres ou certificações internacionais.

Para que condições a hipnoterapia pode ser útil?

A literatura científica documenta benefícios da hipnoterapia clínica em diversas condições, especialmente quando combinada a outras abordagens terapêuticas:

Transtornos de ansiedade A hipnose pode ajudar a reduzir a atividade do sistema de resposta ao estresse, facilitando o processamento de situações de medo e ansiedade. Estudos mostram melhora em ansiedade generalizada, fobias específicas e ansiedade antes de procedimentos médicos.

Síndrome do Intestino Irritável (SII) Esta é uma das aplicações com maior evidência científica. A hipnoterapia direcionada ao abdômen mostrou resultados consistentes em estudos clínicos para redução de dor e desconforto associados à SII.

Cessação do tabagismo A hipnoterapia é usada como suporte para fumantes que desejam parar, especialmente para modificar a associação psicológica com o cigarro. Quando combinada a outras intervenções, pode aumentar a taxa de sucesso.

Transtornos do sono A técnica pode ser utilizada para tratar insônia relacionada à ansiedade ou ao ruminar de pensamentos, ajudando o paciente a desenvolver uma relação mais saudável com o momento de adormecer.

Processamento de traumas Em contexto clínico adequado e com profissional habilitado, a hipnoterapia pode ser parte do tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), facilitando o acesso a memórias difíceis em estado dissociativo seguro.

O que a hipnoterapia não faz

É importante esclarecer mitos que circulam sobre a hipnose, especialmente com a popularidade da figura do hipnoterapeuta sendo associada a celebridades como Jim Curtis:

  • A hipnose clínica não faz a pessoa perder o controle ou agir contra sua vontade
  • Não é uma "lavagem cerebral" nem um estado de inconsciência — o paciente permanece ciente durante a sessão
  • Não resolve problemas da noite para o dia: é uma ferramenta terapêutica que exige sessões regulares e comprometimento do paciente
  • Não substitui tratamentos médicos ou psiquiátricos para condições como depressão grave, esquizofrenia ou transtorno bipolar

Quando buscar um hipnoterapeuta?

A hipnoterapia pode ser considerada como complemento ao tratamento convencional nas seguintes situações:

  1. Quando terapias convencionais não trouxeram resultados suficientes para condições como fobias, insônia ou síndrome do intestino irritável
  2. Como suporte para mudança de hábitos (alimentação, tabagismo, procrastinação)
  3. Para manejo de ansiedade antes de procedimentos médicos ou situações de alta pressão
  4. Como parte de um processo terapêutico conduzido por psicólogo que utiliza hipnose como ferramenta

O Ministério da Saúde classifica a hipnoterapia como uma das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), reconhecendo seu papel dentro de uma abordagem integrada de cuidado.

Como escolher um profissional qualificado?

No Brasil, a oferta de cursos de hipnose proliferou nos últimos anos — e com ela, a quantidade de praticantes sem formação adequada. Para encontrar um hipnoterapeuta qualificado:

  • Verifique se o profissional tem formação em saúde (medicina, psicologia, odontologia ou área afim)
  • Confirme o registro em conselho profissional (CRM, CRP, CRO)
  • Prefira profissionais com formação em hipnose clínica por entidades reconhecidas (Sociedade Brasileira de Hipnose, por exemplo)
  • Desconfie de promessas de resultados em uma única sessão ou de "curas" para condições graves

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O caso Jennifer Aniston como janela para um tema de saúde relevante

O relacionamento de Jennifer Aniston com um hipnoterapeuta trouxe visibilidade para uma área da saúde que merece mais atenção no Brasil. O País tem avançado na regulamentação e na incorporação das práticas integrativas no sistema de saúde — e a hipnoterapia é um exemplo de técnica que, quando bem aplicada por profissional qualificado, pode complementar o cuidado de condições que afetam a qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Se você está considerando explorar a hipnoterapia, o passo mais importante é consultar antes um médico ou psicólogo para avaliar se essa abordagem é adequada para o seu caso específico.

Aviso: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta com profissional de saúde habilitado. Cada caso é individual e requer avaliação clínica personalizada.

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