Jalen Green e a lesão no joelho: o que o caso do astro da NBA ensina sobre cuidar dos seus joelhos

Jalen Green, armador do Phoenix Suns, em jogo da NBA

Photo : Erik Drost / Wikimedia

4 min de leitura 15 de abril de 2026

Jalen Green, armador do Phoenix Suns, sofreu uma lesão no joelho direito em abril de 2026 e entrou na lista de dúvidas para os jogos do Play-In da NBA — justamente quando o time precisava dele para garantir uma vaga nos playoffs. A situação do jogador de 22 anos voltou a acender o debate sobre um tema que afeta milhões de brasileiros: quando uma dor no joelho deve mesmo ser levada a sério?

A lesão de Jalen Green — e o que ela tem a ver com você

Green acumula, nesta temporada, duas lesões no tendão isquiotibial direito e agora enfrenta um problema no joelho do mesmo lado. O histórico de lesões recorrentes em atletas de alto rendimento é, na verdade, um espelho amplificado do que acontece com esportistas amadores e praticantes de atividade física no dia a dia.

No Brasil, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina, as lesões musculoesqueléticas — que incluem joelho, tornozelo, ombro e coluna — estão entre as principais causas de afastamento do trabalho e de procura por serviços de saúde. E a grande maioria dos casos poderia ter desfechos melhores com diagnóstico e tratamento precoces.

O problema é que muita gente espera demais para consultar um médico.

Os sinais de alerta que não devem ser ignorados

Dores no joelho são extremamente comuns e nem sempre indicam lesão grave. Uma leve dor após um treino intenso, por exemplo, pode ser apenas fadiga muscular. Mas há sintomas que pedem avaliação médica o quanto antes:

  • Dor que persiste por mais de 72 horas após repouso e gelo
  • Inchaço visível na articulação, especialmente se aparecer logo após um movimento brusco
  • Instabilidade ou sensação de "dar um tranco" ao caminhar ou dobrar o joelho
  • Crepitação (estalos) acompanhada de dor — especialmente em movimentos de subir escadas
  • Perda de amplitude de movimento — dificuldade em dobrar ou estender completamente o joelho
  • Dor noturna que piora em repouso (pode indicar patologias mais sérias)

No caso de atletas como Green, que realizam movimentos de aceleração, desaceleração e mudança de direção com alta frequência, as estruturas mais frequentemente lesionadas são o ligamento cruzado anterior (LCA), os meniscos e os tendões patelares.

Por que o diagnóstico precoce muda tudo

A história do futebol e do basquete está cheia de atletas que subestimaram dores no joelho e acabaram com lesões mais graves — ou com carreiras encurtadas. Mas o mesmo vale para o praticante de corrida, o jogador de futsal de fim de semana ou quem passa horas parado em pé no trabalho.

Um médico especialista em medicina esportiva ou um ortopedista pode, com uma avaliação clínica e, quando necessário, uma ressonância magnética, diferenciar entre:

  • Uma tendinopatia patelar (tendinite do joelho do saltador), tratável com fisioterapia
  • Uma lesão meniscal parcial, que muitas vezes responde bem ao tratamento conservador
  • Uma ruptura ligamentar, que pode exigir cirurgia e meses de reabilitação

O prazo importa. Lesões que chegam tardiamente ao diagnóstico tendem a ter reabilitação mais longa, maior risco de complicações e, no caso de trabalhadores, mais tempo de afastamento.

O modelo de recuperação dos atletas de elite — e o que o brasileiro comum pode aprender

Jogadores de NBA como Jalen Green têm acesso imediato a médicos de equipe, fisioterapeutas e nutricionistas especializados. O protocolo de recuperação inclui crioterapia, eletroestimulação, trabalho de força excêntrica e monitoramento constante por exames de imagem.

Isso não significa que o tratamento de ponta é inacessível no Brasil — mas exige que o paciente tome uma atitude ativa em buscar o profissional certo no momento certo.

Algumas práticas preventivas comprovadas para quem pratica esportes ou tem vida ativa:

  1. Aquecimento adequado — pelo menos 10 minutos de ativação muscular antes de qualquer treino
  2. Fortalecimento muscular — o quadríceps e os isquiotibiais funcionam como "amortecedores" do joelho; músculos fortes protegem a articulação
  3. Progressão gradual de carga — aumentar intensidade ou distância de treino em mais de 10% por semana é fator de risco documentado
  4. Calçados adequados — tênis inadequados para o tipo de pisada alteram a biomecânica de toda a cadeia cinética inferior
  5. Não treinar com dor aguda — "treinar através da dor" é um mito danoso que acelera lesões

Quando o "esperar para ver" sai mais caro

No Brasil, muitas pessoas adiam a consulta médica por custo percebido, fila no SUS ou crença de que "passa sozinho". Para lesões articulares, esse atraso tem consequências reais: uma lesão meniscal não tratada, por exemplo, pode evoluir para desgaste articular e, a longo prazo, para artrose.

O acompanhamento com um médico esportivo é especialmente indicado para quem pratica atividade física com regularidade, seja corrida, futebol, natação ou musculação. Assim como Jalen Green conta com uma equipe médica para retornar ao Play-In, você pode contar com um especialista para voltar a se movimentar sem dor.

Na ExpertZoom, médicos especialistas em saúde esportiva atendem de forma acessível e com agendamento online. Confira também este artigo sobre as lesões no futebol de alto nível e quando consultar um médico para entender melhor os sinais de alerta.

Aviso: Este artigo tem caráter informativo e educacional. Qualquer dor persistente ou sintoma articular deve ser avaliado por um profissional de saúde qualificado. Não substitui consulta médica.

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