Leandro e Juninho Bacuna entraram para a história do futebol em 2026: foram peças centrais na classificação de Curaçao para sua primeira Copa do Mundo FIFA. Para uma ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, chegar ao torneio mais importante do planeta representa uma conquista épica. Mas além da emoção esportiva, a trajetória dos dois irmãos levanta perguntas concretas: o que significa, financeiramente, escolher representar uma seleção pequena em vez de um país com tradição no futebol mundial?
Quem são os irmãos Bacuna
Leandro e Juninho Bacuna nasceram em Groningen, nos Países Baixos, e fizeram carreira no futebol europeu antes de optar por defender Curaçao. Leandro, 34 anos, é o capitão da seleção e acumula 68 partidas pela equipe desde a sua fundação em 2010. Juninho, 28 anos, seguiu os passos do irmão mais velho após passagens pelo Huddersfield Town, Birmingham City e Glasgow Rangers.
Em junho de 2026, Juninho encerrou seu período de empréstimo ao FC Volendam — clube holandês onde atuou nos últimos meses — e retorna ao Gaziantep FK, seu clube turco de origem, cujo contrato vai até junho de 2027. O timing é revelador: ele chega à Copa do Mundo justamente no momento em que seu futuro profissional está em aberto, o que torna seu desempenho em campo diretamente ligado à sua valorização de mercado.
A escolha pela dupla elegibilidade e suas implicações
Ambos nasceram nos Países Baixos e poderiam, em teoria, ter tentado uma vaga na seleção holandesa. Optaram por Curaçao — uma decisão que combinou laços culturais e familiares com uma oportunidade concreta de protagonismo que dificilmente teriam em uma seleção europeia com tradição consolidada.
Segundo as regras da FIFA, jogadores com vínculo a mais de um país podem escolher qual seleção representar, desde que não tenham disputado partidas oficiais pelo outro país em categorias adultas. Uma vez feita a escolha e confirmada por uma partida oficial, ela é definitiva e irrevogável. Para os Bacuna, a decisão abriu as portas de uma Copa do Mundo — algo que talvez nunca acontecesse pelos Países Baixos.
O que recebe quem vai à Copa por uma seleção pequena
A Copa do Mundo 2026 distribui um montante total de US$ 1,13 bilhão em premiações, sendo US$ 10 milhões destinados ao campeão. O valor é dividido entre a federação nacional, os clubes cedentes e os próprios jogadores.
Para seleções de países menores como Curaçao, a realidade econômica é muito diferente da vivenciada por Brasil, Argentina ou Alemanha. As federações com menor alcance midiático costumam ter contratos de patrocínio mais modestos e bônus por conquista significativamente menores. Isso não significa que a escolha seja prejudicial à carreira — mas exige planejamento financeiro cuidadoso.
A visibilidade de uma Copa do Mundo pode abrir portas para clubes maiores e contratos mais lucrativos. Para Juninho Bacuna, uma boa atuação no torneio pode ser o catalisador para uma negociação de retorno à Premier League ou a um clube europeu de maior expressão — ampliando consideravelmente seu potencial de ganhos nos próximos anos.
Clube, seleção e os direitos do atleta na Copa
Quando um jogador é convocado para uma Copa do Mundo, o clube cedente é obrigado a liberá-lo. Em contrapartida, a FIFA prevê mecanismos de compensação financeira ao clube em caso de lesão do atleta durante o torneio.
No caso de Juninho Bacuna, cujo empréstimo ao Volendam expirou em 30 de junho de 2026, a situação é ainda mais peculiar: tecnicamente, ele disputará a Copa representando Curaçao enquanto negicia seu futuro com o Gaziantep ou eventualmente com um novo clube. Esse tipo de situação — atleta em janela contratual durante uma grande competição — exige atenção jurídica especializada para garantir que os direitos do jogador estejam protegidos.
O que atletas profissionais precisam considerar ao planejar o patrimônio
A história dos irmãos Bacuna ilustra um desafio cada vez mais comum no futebol globalizado: atletas que atuam em múltiplos países, representam seleções de terceiras nações e enfrentam cenários tributários e previdenciários complexos.
Pontos críticos para o planejamento financeiro de atletas profissionais:
Tributação internacional: Um atleta nascido nos Países Baixos, morando na Turquia e jogando por Curaçao tem obrigações fiscais em múltiplas jurisdições. Sem orientação especializada, o jogador pode incorrer em dupla tributação ou perder benefícios fiscais legítimos.
Gestão da fase de contrato livre: Períodos entre contratos — como o que Juninho pode enfrentar ao retornar do Volendam — exigem planejamento de caixa. A renda de um atleta é irregular e vinculada à duração dos contratos, o que torna o planejamento financeiro de longo prazo ainda mais essencial.
Sucessão e previdência: Atletas frequentemente encerram carreiras antes dos 40 anos. Sem investimentos diversificados e planejamento previdenciário desde cedo, os anos pós-carreira podem ser financeiramente desafiadores. Dados do FIFPRO mostram que mais de 40% dos jogadores profissionais enfrentam dificuldades financeiras nos cinco anos após a aposentadoria.
Um especialista faz a diferença — em qualquer escala
A jornada dos irmãos Bacuna mostra que decisões esportivas e financeiras estão profundamente interligadas. Para atletas — amadores ou profissionais, em início ou fim de carreira — contar com um consultor especializado em gestão de patrimônio pode significar a diferença entre uma aposentadoria tranquila e anos de dificuldades.
Se você é atleta, familiar de um jogador ou simplesmente alguém que precisa planejar o futuro financeiro de forma mais estruturada, um especialista em gestão patrimonial pode ajudar a organizar investimentos, planejar tributos e proteger seu patrimônio. Acesse o ExpertZoom e conecte-se com profissionais certificados para uma orientação personalizada.
Casos como o de atletas internacionais que chegam à Copa do Mundo com o futuro contratual em aberto, como descrito em outros cenários de jogadores cedidos para a Copa 2026, reforçam a importância de ter suporte jurídico e financeiro adequado.
Este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento ou assessoria jurídica. Consulte sempre um profissional habilitado para decisões financeiras personalizadas.

Jose Santos