O centro do Oklahoma City Thunder Chet Holmgren retornou ao basquete profissional em fevereiro de 2026 depois de sofrer uma fratura no ilíaco direito — parte da pelve — em novembro de 2025. Com 23 anos, 2,16 metros de altura e histórico de lesões graves desde o início da carreira, o jovem camisa 7 do Thunder se tornou o retrato de um fenômeno médico crescente: atletas de grande estatura que enfrentam riscos ósseos específicos, mesmo com toda a estrutura de saúde de um clube da NBA ao redor.
O que aconteceu com Chet Holmgren
Na noite de 10 de novembro de 2025, durante partida contra o Golden State Warriors, Holmgren caiu duramente no lado direito ao contestar uma bandeja. O diagnóstico divulgado pelo NBA.com foi grave: fratura na asa ilíaca direita, região óssea na parte superior da pelve. O afastamento foi de pelo menos oito a dez semanas.
Não foi a primeira vez. Em 2022, antes mesmo de disputar um único jogo na NBA, Holmgren sofreu uma ruptura de Lisfranc no pé direito durante jogo de exibição — lesão que o tirou por toda a temporada de estreia. Em março de 2026, uma contusão no quadril direito voltou a mantê-lo fora do jogo contra o Chicago Bulls por precaução.
A recuperação desta vez foi exemplar. Holmgren retornou em 7 de fevereiro de 2026 e terminou a temporada regular com médias de 17,1 pontos, 8,9 rebotes e 1,9 bloqueios por partida. Em 1º de fevereiro de 2026, foi convocado pela primeira vez para o All-Star Game da NBA como reserva da Conferência Oeste — uma marca histórica após meses de reabilitação.
Por que atletas altos têm maior risco de fraturas
Médicos especialistas em medicina esportiva apontam que jogadores com mais de dois metros enfrentam desafios biomecânicos únicos que os tornam mais vulneráveis a lesões graves.
1. Sobrecarga amplificada nas articulações: A cada centímetro adicional de altura, maior é o impacto transmitido às articulações do quadril, joelho e tornozelo durante aterrissamentos após saltos. Um jogador de 2,16 metros que salta dezenas de vezes por jogo ao longo de 82 partidas acumula uma carga mecânica que vai muito além da de um atleta médio.
2. Desenvolvimento ósseo ainda incompleto: O esqueleto masculino continua em maturação até por volta dos 25 anos. Holmgren tinha apenas 20 anos na primeira lesão grave e 23 na fratura pélvica — período em que os ossos ainda estão se consolidando e são mais suscetíveis tanto a traumas diretos quanto a fraturas por estresse acumulado.
3. Relação entre massa muscular e proteção óssea: O jogador do Thunder é notoriamente esguio para seu porte físico. Segundo especialistas em medicina esportiva, a massa muscular ao redor das articulações age como amortecedor natural de impactos. Um menor volume muscular no quadril e nas coxas reduz a proteção em quedas e colisões — expondo o osso a cargas que normalmente seriam absorvidas pelo tecido muscular.
Esses três fatores, combinados com o ritmo intenso de uma temporada NBA, criam um perfil de risco que exige monitoramento médico especializado e contínuo — não apenas reativo, mas preventivo.
O que atletas jovens brasileiros precisam saber
Não é preciso jogar na NBA para se beneficiar da medicina esportiva preventiva. No Brasil, milhares de jovens praticam basquete, futsal, vôlei e atletismo com intensidade competitiva desde cedo, muitas vezes sem nunca realizar uma avaliação médica especializada. Esse descuido pode ter consequências sérias.
A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte recomenda que atletas jovens em fase de crescimento ativo — especialmente entre os 12 e os 22 anos — realizem avaliações periódicas que incluam:
- Densitometria óssea: essencial para atletas de grande porte ou com índice de massa corporal abaixo do ideal para a altura
- Avaliação biomecânica: análise dos padrões de salto, corrida e aterrissamento que podem indicar risco de sobrecarga
- Exames de imagem preventivos: ressonância magnética ou ultrassom em articulações de maior carga como quadril, joelho e tornozelo
- Avaliação nutricional: cálcio e vitamina D são fundamentais para a densidade óssea em fase de crescimento
Quando procurar um médico especialista em esportes
O caso Holmgren demonstra que mesmo atletas cercados pelos melhores profissionais de saúde do mundo ainda sofrem lesões potencialmente evitáveis. Em contextos esportivos amadores ou semiprofissionais, a situação é ainda mais crítica — as lesões ocorrem, mas a infraestrutura de resposta é muito menor.
Procure um médico especialista em medicina do esporte se você ou seu filho atleta apresentar qualquer um destes sinais:
- Dor persistente no quadril, virilha ou região sacral após treinos intensos
- Episódios repetidos de entorses ou lesões nas mesmas articulações
- Fadiga óssea — dor localizada no osso (não no músculo) durante ou após atividade física
- Queda de rendimento sem causa aparente mesmo com treino regular
Vale lembrar: a fratura de Holmgren foi classificada como traumática — resultado de impacto súbito e direto. Mas especialistas ressaltam que músculos mais desenvolvidos ao redor do quadril poderiam ter absorvido parte da energia do impacto. A prevenção começa antes da lesão acontecer.
Para saber mais sobre como outros atletas da NBA estão lidando com lesões graves nesta temporada, veja: Lesões nos Playoffs NBA 2026: o que Kevin Durant e outros jogadores enfrentam.
Como um médico do esporte pode ajudar
Um especialista em medicina esportiva vai além do diagnóstico e do tratamento após a lesão. Ele cria protocolos individualizados de prevenção, acompanha a evolução do atleta ao longo das temporadas e orienta sobre os limites seguros de carga de treino para cada fase do desenvolvimento físico.
No Brasil, plataformas como o Expert Zoom conectam atletas jovens e suas famílias a médicos especialistas em medicina do esporte de forma rápida e acessível, sem a necessidade de enfrentar longas filas ou navegar por encaminhamentos complicados.
Se você ou seu filho pratica esportes com intensidade e frequência — especialmente se tem grande estatura ou histórico de lesões recorrentes — uma consulta preventiva com um especialista pode ser o investimento mais importante da carreira esportiva.
Este artigo tem caráter informativo. Para diagnóstico e tratamento de lesões, consulte sempre um médico especialista em medicina do esporte.
