A Copa do Mundo 2026 colocou o norueguês Andreas Schjelderup nos holofotes: com 22 anos, o ponta do Benfica entrou em campo na vitória da Noruega sobre o Senegal, em 22 de junho de 2026, e está na iminência de uma transferência avaliada entre €40 e €100 milhões. O que fazer com esse dinheiro?
Quem é Andreas Schjelderup?
Nascido em Bergen, na Noruega, em 2004, Andreas Schjelderup é considerado um dos maiores talentos do futebol europeu na atualidade. Revelado pelo FC Nordsjaelland, da Dinamarca, chegou ao Benfica em 2023 e rapidamente chamou a atenção de gigantes como Barcelona, Manchester United e diversos clubes da Premier League inglesa.
Na Copa do Mundo 2026, disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, Schjelderup faz parte do elenco da Noruega — seleção que conta com o artilheiro Erling Haaland. Em 22 de junho de 2026, ele entrou como substituto de Antonio Nusa na partida entre Noruega e Senegal, disputada no estádio MetLife, em Nova Jersey, resultado em que a equipe escandinava venceu por 2 a 1.
A transferência milionária que está por vir
Segundo informações do jornal português A Bola e do portal Tribuna.com, Schjelderup possui contrato com o Benfica válido até 2028 e uma cláusula de rescisão de €100 milhões. No entanto, o clube lisboeta estaria disposto a negociá-lo por valores entre €30 e €40 milhões, uma vez que o Benfica não disputará a Liga dos Campeões na próxima temporada.
O Manchester United teria apresentado proposta de aproximadamente €60 milhões, enquanto o Barcelona também monitorou de perto o norueguês. Com a Copa do Mundo valorizando ainda mais o atleta, especialistas estimam que a negociação definitiva ocorra até agosto de 2026.
Em resumo: um jovem de 22 anos prestes a movimentar dezenas de milhões de euros. Como um atleta nessa situação — ou um jovem profissional brasileiro em ascensão — deve se preparar financeiramente para uma mudança dessa magnitude?
5 questões de gestão patrimonial que todo atleta jovem deve responder
1. Qual a carga tributária real sobre a transferência?
No Brasil e no exterior, as receitas de atletas profissionais envolvem tributação complexa: imposto de renda sobre salários, bônus de assinatura, luvas e direitos de imagem. Um gestor de patrimônio qualificado mapeia todos esses fluxos e pode reduzir legalmente a carga fiscal, especialmente quando há residência em países com tratados tributários com o Brasil — como Portugal, onde Schjelderup viveu nos últimos anos.
De acordo com a Receita Federal brasileira, rendimentos recebidos do exterior por residentes no Brasil devem ser declarados e tributados no ajuste anual. O Portal do Cidadão Financeiro do Banco Central do Brasil orienta sobre educação financeira e direitos do investidor para quem está planejando alocar grandes capitais com segurança.
2. Como diversificar um patrimônio construído em poucos anos?
A carreira de um jogador de futebol profissional dura, em média, 15 anos. Lesões, desgaste físico e instabilidades de mercado podem interromper esse ciclo de forma abrupta. Por isso, a diversificação patrimonial é fundamental desde a primeira grande receita.
Especialistas recomendam uma divisão estratégica entre ativos de renda fixa (títulos do Tesouro Direto, CDBs), renda variável (ações, fundos de investimento em Brasil e exterior) e investimentos alternativos (imóveis, participações em empresas). Atletas jovens com maior tolerância ao risco podem alocar parcela maior em renda variável — mas sempre com orientação de um profissional certificado.
Casos como o do jovem Nestory Irankunda, refugiado convertido em estrela internacional, mostram que a gestão patrimonial de jovens atletas na Copa 2026 exige planejamento precoce e visão de longo prazo, independentemente da nacionalidade ou do valor da transferência.
3. Existe um plano de proteção patrimonial para a família?
Um dos erros mais comuns de atletas que recebem somas expressivas precocemente é não proteger juridicamente o patrimônio. A criação de holdings patrimoniais, contratos de confidencialidade com assessores e acordos de separação de bens são instrumentos legais que evitam disputas futuras — sejam conjugais, societárias ou sucessórias.
No caso de Schjelderup, a separação contratual entre rendimentos pessoais e direitos de imagem — prática comum entre atletas europeus — pode resultar em economia significativa de impostos e em maior proteção em caso de litígios contratuais ou rompimentos com patrocinadores.
4. O que acontece com o dinheiro se a carreira parar abruptamente?
Segundo dados da FIFA, cerca de 45% dos ex-jogadores profissionais enfrentam dificuldades financeiras nos cinco primeiros anos após a aposentadoria. A ausência de renda previdenciária robusta e o consumo elevado durante a carreira ativa são as principais causas apontadas nos relatórios da entidade.
Um gestor de patrimônio qualificado projeta cenários de aposentadoria precoce, calcula o capital necessário para manter o padrão de vida desejado e estrutura aportes mensais em fundos de previdência privada e investimentos de longo prazo. No Brasil, o PGBL e o VGBL são instrumentos acessíveis que garantem dedução fiscal e a construção de uma reserva robusta para a vida pós-carreira.
5. Quem deve gerir esse patrimônio — e como fiscalizar?
Confiar o gerenciamento financeiro a familiares próximos sem capacitação técnica é um erro recorrente no futebol mundial. Casos de dilapidação patrimonial por assessores desonestos ou gestão amadora são amplamente documentados no Brasil e no exterior.
A recomendação dos especialistas é contratar um gestor de patrimônio certificado — no Brasil, o certificado CFP® (Certified Financial Planner) é referência de competência — com suporte de um contador esportivo e apoio jurídico especializado. Auditorias semestrais, transparência nos contratos e comunicação clara sobre os objetivos de longo prazo são pilares de uma gestão patrimonial sólida.
Para atletas brasileiros com contratos no exterior, a consulta a um especialista em direito esportivo internacional é igualmente indispensável, especialmente para garantir conformidade com as normas do Banco Central do Brasil e da Receita Federal.
Quando buscar um especialista em gestão de patrimônio?
A resposta é simples: antes do dinheiro chegar. Muitos atletas aguardam o acúmulo de capital para, só então, buscar orientação profissional. Mas a estruturação patrimonial deve começar no momento em que surgem as primeiras propostas relevantes — seja uma renovação contratual com bônus significativo, um patrocínio expressivo ou, como no caso de Schjelderup, uma transferência milionária em negociação.
Aviso legal: este artigo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento financeiro ou jurídico individual. Consulte um profissional certificado antes de tomar decisões de investimento ou patrimoniais.
Um consultor da Expert Zoom pode ajudá-lo a encontrar o especialista certo em gestão de patrimônio — alguém com experiência no mercado esportivo brasileiro e internacional — para garantir que cada real seja trabalhado de forma inteligente, sustentável e segura.

Jose Santos