O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta amarelo de "queda brusca de temperatura" para regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nesta semana. A frente fria prevista para chegar entre os dias 5 e 8 de junho de 2026 deve derrubar as temperaturas para mínimas de 4°C na Serra Catarinense, 7°C na Serra da Mantiqueira, 11°C em Curitiba e 12°C em São Paulo e Belo Horizonte. Com o feriado prolongado de Corpus Christi na quinta-feira, muitas famílias serão pegas de surpresa sem os cuidados mínimos na residência.
O Que o Alerta Amarelo do INMET Significa
O nível amarelo ("perigo potencial") é acionado pelo INMET quando a queda de temperatura esperada situa-se entre 3°C e 5°C em 24 horas — o que a agência classifica como "leve risco à saúde". Não é um alerta de emergência, mas indica que a mudança climática é suficientemente abrupta para causar danos a edificações mal preparadas, sistemas de aquecimento sobrecarregados e instalações hidráulicas expostas.
Para monitorar alertas climáticos em tempo real e acessar os protocolos de emergência, consulte o portal da Defesa Civil do Brasil, que coordena as ações de resposta às ondas de frio em todo o território nacional. Em caso de emergência relacionada ao frio — como desabamento parcial ou congelamento de tubulações — acione a Defesa Civil pelo número 199.
Os estados mais afetados nesta semana são Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo (especialmente interior e região serrana), Minas Gerais (sul e Serra da Mantiqueira) e Goiás. Municípios da fronteira sul com o Uruguai podem registrar risco de geadas nos dias seguintes.
5 Verificações que Todo Proprietário Deve Fazer Antes do Frio Chegar
1. Aquecedores e lareiras: eficiência e segurança elétrica
Aquecedores a gás e elétricos parados por meses acumulam poeira nos filtros e resistências, o que reduz a eficiência e aumenta o risco de superaquecimento. Antes de ligar o equipamento pela primeira vez na temporada, limpe o filtro ou troque-o, verifique se não há cheiro de gás ao acionar o piloto e certifique-se de que a tomada suporta a potência do aparelho. Lareiras a lenha exigem limpeza do duto de fumaça: resíduos acumulados (creosoto) podem causar incêndio quando a chaminé esquenta. Se o último serviço de manutenção foi há mais de um ano, chame um técnico especializado.
2. Tubulações hidráulicas: risco de congelamento e rompimento
Canos expostos em áreas externas, garagens descobertas ou encaixados em paredes de fachada norte-sul são os mais vulneráveis ao congelamento. Quando a água no interior dos tubos congela, ela expande e pode romper o cano — o resultado é um vazamento que em casos graves causa danos estruturais. A solução preventiva mais simples é embrulhar os trechos expostos com manta de vedação térmica (espuma de polietileno com fita adesiva resistente). Se já houve rompimento em invernos anteriores, um encanador pode instalar tubulação específica para regiões frias.
3. Janelas e portas: vedação contra correntes de ar frio
Borrufar água nas frestas das janelas é o teste mais rápido: se você sentir a água sendo sugada para fora, há entrada de ar. Fitas de vedação (borracha ou espuma) compradas em qualquer loja de materiais custam menos de R$ 30 e reduzem significativamente a infiltração de ar frio — além de baixar o consumo de energia do aquecedor. Em janelas mais antigas, considere a instalação de película de isolamento térmico, que o próprio proprietário pode aplicar. Portas de varandas e sacadas merecem atenção especial: as folgas na base são as maiores responsáveis pelo frio que "penetra" nos ambientes.
4. Telhado e laje: vazamentos que o frio piora
Goteiras existentes em pequenas rachaduras de telhado ou laje tornam-se críticas quando o frio intenso é seguido por chuva — combinação comum em frentes frias no Sudeste. Além do dano estrutural, a umidade infiltrada favorece o surgimento de mofo, que piora quadros respiratórios no inverno. Faça uma vistoria visual no telhado antes da chuva: telhas deslocadas ou quebradas, calhas entupidas e ralos bloqueados são sinais de alerta. Um profissional de obras pode fazer o reparo emergencial em poucas horas.
5. Instalações elétricas: sobrecarga com aquecedores
O uso simultâneo de múltiplos aquecedores elétricos sobrecarrega os circuitos residenciais, especialmente em casas com instalações antigas (fiação de alumínio, disjuntores subdimensionados). O sintoma é o disjuntor que "cai" repetidamente — mas o risco real é o aquecimento da fiação antes de o disjuntor atuar, o que pode causar curto-circuito ou incêndio. Se a instalação elétrica não passou por revisão nos últimos cinco anos, um eletricista habilitado pode verificar a capacidade dos circuitos e instalar um circuito dedicado para o aquecedor, eliminando o risco de sobrecarga.
Quando Chamar um Profissional É Obrigatório
Algumas situações não deixam margem para improviso: vazamento de gás (feche o registro e chame o técnico antes de acender qualquer chama), fissuras em paredes causadas por variação térmica intensa (podem indicar problema estrutural), e fiação elétrica que esquenta visivelmente ou cheira a queimado ao acionar o aquecedor. Nesses casos, a intervenção de um profissional habilitado não é opcional — é questão de segurança.
O Expert Zoom conecta proprietários a profissionais de serviços para casa — eletricistas, encanadores, técnicos de aquecimento e especialistas em impermeabilização — disponíveis para atendimento antes que o frio chegue. Veja também orientações sobre como lidar com danos causados por tempestades em nossa cobertura sobre alertas de tempestade no Brasil.
Observação: Este artigo tem finalidade informativa. Em situações de emergência relacionadas ao frio ou intempéries, acione a Defesa Civil pelo número 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Amanda Carvalho